quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

DICAS DE SEGURANÇA NO TRANSPORTE ESCOLAR


Garanta a segurança de seu filho no transporte escolar


A orientação dos pais garante a segurança e a tranquilidade das crianças

Entre as novidades que acompanham o volta às aulas pode estar a mudança no meio de locomoção até a escola. Por diversas questões, como o amadurecimento da criança e a dificuldade de conciliar horários, muitos alunos passam a ir sem a companhia dos pais para a escola. 

A coordenadora da ONG "Criança Segura", Alessandra Françoia, lembra que crianças com menos de 10 anos não devem andar sozinhas na rua. "Crianças com essa idade têm dificuldades de julgamento da velocidade e distância dos carros, e limitação na habilidade motora, visual e auditiva para entender o trânsito", explica. Portanto é preciso observar se seu filho está apto para enfrentar o trânsito sozinho.

É difícil não ficar preocupado com a segurança do filho, principalmente em grandes cidades, mas a mudança também não precisa ser o fim do mundo! Atente às seguintes orientações para minimizar os riscos.

Van escolar

No caso da van escolar, o cuidado dos pais deve centrar-se no veículo e o motorista.


 Confira as dicas:


1. Verifique o Cadastro

Para prestar o serviço, o motorista precisa ter autorização e o cadastro do município, que dentre outros requisitos, pode exigir a aprovação em Curso de Treinamento de Condutores no Transporte Escolar de crianças. Peça a ele a documentação de registro ou entre em contato com a Secretaria Municipal de Transportes. Algumas cidades oferecem esse tipo de consulta online: em São Paulo, por exemplo, basta acessar o site da prefeitura e digitar o número da placa do veículo ou o CPF do condutor. Também é com a Secretaria Municipal de Transportes que você deve entrar em contato se quiser denunciar qualquer irregularidade. O motorista deve ter habilitação categoria D - própria para ônibus. As empresas que não estiverem cadastradas na Prefeitura não poderão fazer o transporte escolar. 

Além disso, no contrato, é importante negociar para não ter que pagar reserva de vaga e período de férias, deve ficar claro se haverá reajuste em caso de aumento de preço dos combustíveis e pode-se incluir uma cláusula de multa por descumprimento de horários.


2. AVALIE O VEÍCULO

Se o veículo for registrado, você tem a garantia de que seus equipamentos obrigatórios e de segurança são inspecionados duas vezes por ano e de que o condutor foi aprovado num curso especializado. Mesmo assim, não é exagero checar pessoalmente o estado do veículo e a existência dos requisitos exigidos pelo Código de Trânsito Brasileiro

- faixa amarela com a inscrição "ESCOLAR" à meia altura e em toda a extensão das partes laterais e traseira da carroçaria;

- equipamento registrador instantâneo inalterável de velocidade e tempo;

- lanternas de luz branca, fosca ou amarela dispostas nas extremidades da parte superior dianteira e lanternas de luz vermelha, na extremidade superiora da parte traseira;

- cintos de segurança em número igual à lotação do veículo;
- extintor de incêndio.

3. ORIENTE SEU FILHO

Especialmente no caso de crianças pequenas, oriente seu filho sobre como se comportar durante o transporte: ficar sentado, usar cinto de segurança e não tirar a atenção do motorista, por exemplo. Também por isso é aconselhável manter contato com o motorista: saber como são as atitudes do seu filho é essencial para saber orientá-lo em casa. Lembre-se de alertar seu filho que ele deve sempre descer na calçada, em frente à escola.


A pé ou de ônibus


Como as duas opções exigem percorrer distâncias na via pública, as orientações são parecidas.

1. ENSINE-O A ANDAR NA RUA

A coordenadora Nacional da ONG Criança Segura, Alessandra Françoia, listou as principais orientações a ensinar para as crianças: 

- Olhar para os dois lados várias vezes antes de atravessar a rua. Atravessar quando a rua estiver livre e continuar olhando para os dois lados enquanto atravessa;

- Utilizar a faixa de pedestres sempre que disponível. Mesmo na faixa, a criança deve olhar várias vezes para os dois lados e atravessar em linha reta.

- Quando não houver faixa de pedestre, a criança deve procurar outros locais seguros para atravessar, seja na esquina, em passarelas ou próximo a lombadas eletrônicas;

- Não atravessar a rua por trás de carros, ônibus, árvores e postes;

- Nunca correr para a rua sem antes parar e olhar se vem carro - seja para pegar uma bola, o cachorro ou por qualquer outra razão. Correr precipitadamente para a rua é a causa da maioria dos atropelamentos fatais com crianças;

- Caminhar de frente para o tráfego (no sentido contrário aos veículos) em estradas ou vias sem calçadas. Assim, a criança pode ver e ser vista mais facilmente;

- Fazer contato visual com o motorista ao atravessar a rua para ter certeza de ver e ser visto; - Observar os carros que estão virando ou dando ré;

- Caminhar em fila única sempre que estiver com mais crianças;

- Ao desembarcar do ônibus, esperar que o veículo pare totalmente para descer e aguardar que ele se afaste para atravessar a rua.

2. FAÇA O TRAJETO JUNTO

Outra orientação da Coordenadora Nacional da ONG Criança Segura, Alessandra Françoia, é ir com a criança até a escola algumas vezes. Mesmo que o caminho seja curto, essa atitude é importante para apontar os locais onde ele deve prestar mais atenção, como um grande cruzamento. No caso do ônibus, certifique-se de que a criança fixou os pontos em que deve pegar o ônibus e descer.

3. ORIENTAR EM CASO DE SITUAÇÃO ATÍPICA

É preciso se antecipar a possíveis ocorrências e explicar ao seu filho como ele deve reagir a elas. O clichê "não fale com estranhos" e "não aceite doces de estranhos" ainda estão em vigência. A conduta aconselhável nessas situações é agradecer, recusar e ir embora. Ensine-o também os números de emergência, como o da Polícia (190) e o dos Bombeiros (193).


Fonte: http://educarparacrescer.abril.com.br/comportamento/transporte-escolar-675465.shtml?utm_source=redesabril_educar&utm_medium=facebook&utm_campaign=redesabril_educar&utm_content=dica_do_dia&
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