segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

CARNAVAL COMO MANIFESTAÇÃO CULTURAL NO APRENDIZADO ESCOLAR

O Brasil possui diversas formas de comemorar o Carnaval

Aproveite o período de início das aulas escolares e no acolhimento aos seus alunos para trabalhar as diferentes manifestações culturais da festa pelo país


Apresentamos a seguir, um resumo dos principais ritmos carnavalescos brasileiros 

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O Samba do Carnaval Carioca




Ao som de sambas-enredo e marchinhas,a cidade do Rio de Janeiro recebe milhões de foliões em suas ruas, quadras e na Sapucaí

Como o próprio termo sugere, o samba-enredo é aquele que narra a história que a escola de samba vai apresentar na avenida. O gênero surgiu na cidade do Rio de Janeiro no ano de 1930 e na mesma década já se popularizou nas quadras das agremiações. De acordo com o livro "Almanaque do Carnaval", o encurtamento dos sambas enredo e a massificação deles foram a base do esvaziamento do papel do samba-enredo durante o desfile. Para alguns críticos, sua função se restringe a mero fundo musical do espetáculo. 

Marchinha - Esse gênero musical tem origem nas marchas populares portuguesas e foi o principal ritmo do Carnaval brasileiro da década de 1920 à década de1960. Também chamada de marcha de Carnaval, as marchinhas tiveram a pianista Chiquinha Gonzaga como mãe de composição. As marchinhas atingiram seu auge com as interpretações de nomes consagrados da música popular brasileira, entre eles Carmen Miranda, Dalva de Oliveira, João de Barro, o Braguinha, Noel Rosa, Ary Barroso e Lamartine Babo.



As Toadas no AMAZONAS



Como se comemora a uma rivalidade centenária entre os bois Garantido e Caprichoso

As toadas são cantigas que em geral refletem as peculiaridades regionais do Brasil, ou seja, não se trata de um ritmo exclusivamente amazonense. Pode ser composto por melodias de diversos tipos - simples, ora chorosa e triste, ora álacre e buliçosa, ora cômica ou satírica. Em geral, as toadas não são romanceadas, mas possuem estrofes e refrões. Até o final dos anos 80, no Amazonas, as toadas eram músicas cujas letras exaltavam o boi e a cultura cabocla parintinense. Na década de 90, a temática indígena que foi introduzida com sucesso no Boi Bumbá de Parintins, ganhou mais força, principalmente com o advento dos rituais indígenas, que se tornaram o ponto alto do Festival. Com o sucesso de tais toadas, o público da capital, Manaus, adotou a toada como símbolo da cultura amazonense.

O Desfile - Cerca de 3 500 integrantes de cada boi desfilam por noite, divididos em 30 tribos (uma espécie de ala de escola de samba). Cada boi possui um mestre de cerimônias, que narra o enredo e as alegorias. O Garantido e o Caprichoso desfilam por três noites, em apresentações que duram duas horas e meia. As coreografias dos bois são ensaiadas durante seis meses nos "currais", espaços equivalentes às quadras de escolas de samba.

Em Parintins, cada boi apresenta cerca de 20 toadas - canções de melodia simples sobre a lenda do boi-bumbá - acompanhados por uma bateria composta por aproximadamente 500 músicos. As alegorias são empurradas por pessoas e podem chegar a 40 metros de comprimento e 12 metros de altura.


O Afoxé na Bahia


Conheça a manifestação cultural e religiosa afro-brasileira que acontece nas ruas de Salvador durante o carnaval

Afoxé - De origem iorubá, a palavra afoxé poderia ser traduzida como "a fala que faz". Para alguns pesquisadores seria uma forma diversa do maracatu. Três instrumentos básicos fazem parte desta manifestação. O afoxé (ou agbê), cabaça coberta por uma rede formada de sementes ou contas, os atabaques, e o agogô, formado por duas campânulas de metal. As melodias entoadas nos cortejos dos afoxés são praticamente as mesmas cantigas entoadas nos terreiros afro-brasileiros que seguem a linha jexá. O Afoxé, portanto, não é sinônimo de bloco carnavalesco. Trata-se de uma manifestação que tem profunda vinculação com as manifestações religiosas dos terreiros de candomblé.

 O afoxé tem um comportamento específico pois seus foliões estão vinculados a diversos terreiros de candomblé.  As principais características são as roupas, nas cores dos orixás, as cantigas em língua iorubá, instrumentos de percussão, atabaques, agogôs, afoxés e xequerês. O ritmo da dança na rua é o mesmo dos terreiros, bem como a melodia entoada. Os cantos são puxados em solo, por alguém de destaque no grupo, e são repetidos por todos, inclusive os instrumentistas. Antes da saída do grupo ocorre o ritual religioso (como a cerimônia do "padê de Exu" feita antes dos ritos aos orixás numa festa de terreiro). O afoxé Embaixada da África foi a primeira manifestação negra a desfilar pelas ruas da Bahia, em 1885. 


O FREVO DE PERNAMBUCO


Frevo, maracatu e bonecões distribuídos pelas ladeiras de Pernambuco embalam o  tradicional carnaval do estado

Muito mais do que apenas um ritmo, o frevo é uma manifestação cultural genuinamente pernambucana que mistura música e dança. O frevo surgiu na cidade de Recife no seio das classes trabalhadoras, que no final do século 19 se organizavam em agremiações carnavalescas conhecidas como "clubes pedestres". Esses grupos passaram a ocupar os espaços urbanos antes dominados apenas pelos chamados "clubes de alegoria e críticas", que abrigavam as oligarquias locais e pretendiam mostrar um carnaval culto, no qual não havia espaço para os pobres.

O carnaval é aberto a todos; não existe cobrança de ingressos ou necessidade de abadás. Desde cedo, crianças são trazidas pelos pais para participar da festa; de outro lado, pessoas da terceira idade retornam à juventude e também caem na folia. Em Olinda, os festejos são protagonizados pelo povo. Não existem sambódromos na cidade: todas as ruas são tomadas pelo povo. Não há trios elétricos em Olinda: a animação e o ritmo são mantidos pelos populares, que formam grupos de todos os matizes, com variados instrumentos e tocando as músicas que desejarem. Não há programação no carnaval de Olinda: há apenas um dia para começar e outro para terminar; há blocos que ficam até tarde da noite, outros que saem no começo da manhã. Considerado o maior bloco do mundo, o Galo da Madrugada arrasta 1,5 milhão de pessoas para o centro do Recife.


As Toadas do Maranhão



Um dos elementos mais tradicionais do folclore brasileiro é comemorado há mais de 200 anos em São Luís do Maranhão

A toada não se trata de um ritmo exclusivamente maranhense. Pode ser composto por melodias de diversos tipos - simples, ora chorosa e triste, ora álacre e buliçosa, ora cômica ou satírica. Em geral, as toadas não são romanceadas, mas possuem estrofes e refrões.

O desfile - A encenação do bumba-meu-boi maranhense é uma espécie de auto em que se misturam teatro, dança, música e circo. Tradicionalmente realizado no período das festas juninas (em alguns lugares também no Natal e no Carnaval), o bumba-meu-boi encena o rapto, morte e ressurreição do boi — uma história de certa forma metaforiza o ciclo agrário. Musicalmente, ele engloba vários estilos brasileiros, como os aboios, canções pastoris, toadas, cantigas folclóricas e repentes, tocados em instrumentos típicos do país, tanto de percussão como de cordas. Os principais elementos do espetáculo são: o boi, o vaqueiro, o donos da fazenda, os músicos e os personagens principais da lenda - Nego Chico e Catirina. O auto do bumba-meu-boi sempre é acompanhado por uma banda musical. Vários ritmos e instrumentos são utilizados: só no Maranhão há mais de cem grupos folclóricos. Em alguns estilos (ou sotaques, como dizem os maranhenses), dá para ouvir até banjos e saxofones. Os instrumentos mais comuns, porém, são os de percussão: tambores, pandeirões, matracas (dois pedaços de madeira batidos um contra o outro), maracás (uma espécie de chocalho) e tambor-onça (tipo de cuíca rústica, de som gravíssimo). O festejo se divide em quatro etapas. Ainda na preparação começa o primeiro estágio, os ensaios. Eles se iniciam no sábado de aleluia e terminam dia 13 de junho, dia de São João, ou no sábado mais próximo dessa data. A segunda fase é o batismo, quando o boi recebe todas as bênçãos do padroeiro da festa. A celebração com brincadeiras em arraiais durante todo o período de festa junina é a terceira etapa. A quarta e última etapa é a morte do boi, que acontece no final do mês de julho e termina definitivamente em outubro.

A Bumbarqueira no Pará


O carnaval do Pará se encontra na Bumbaqueira no centro de Belém

Os blocos carnavalescos de Belém e de diversos municípios do Pará se encontraram neste sábado (2), nas ruas do Jurunas, para celebrar a diversidade cultural da região na Bumbarqueira, evento do Governo do Estado, organizado pela Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves, Secretaria de Cultura do Estado, Instituto de Artes do Pará e outros órgãos da área de cultura.
O evento reuniu milhares de brincantes, que acompanharam a festa desde a concentração, na Praça Amazonas, com shows do carimbó Tio Milico, de Arthur Espíndola e banda e Cantídio Gouveia “A furiosa”, diretamente de Bragança. Depois, o cortejo da Bumbarqueira se dividiu em quatro alas que cantaram, dançaram e tocaram pelas ruas Cesário Alvim, Arsenal e Bernardo Sayão. O grande desfecho do evento aconteceu no Portal da Amazônia, onde ocorreram shows de carimbó, samba, o banguê elétrico de Kim Marques e Nelsino Rodrigues, finalizando com a banda Arte Show, do município de Vigia. 


Fontes: http://revistaescola.abril.com.br/carnaval/ritmos-carnaval-brasil.shtml?utm_source=redesabril_fvc&utm_medium=facebook&utm_campaign=redesabril_novaescola&

http://www.agenciapara.com.br/noticia.asp?id_ver=116858






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