sexta-feira, 5 de abril de 2013

ESTUDOS DÃO ESPERANÇA DE CURA OU REVERSÃO PARA O AUTISMO

Autismo: Estudo traz esperança de cura ou reversão

Ligações sinápticas no cérebro. Foto © Stephane Baudouin

Estudo traz esperança de cura ou reversão

Terça-feira, 25 de Setembro de 2012


O distúrbio nos circuitos neuronais que está na origem do autismo poderá ser revertido. A conclusão é de um estudo suíço, que identificou uma disfunção específica causada pela doença e que conseguiu revertê-la, o que poderá abrir caminho à cura e constitui um enorme passo no desenvolvimento de um futuro tratamento.

Atualmente não existe uma cura para o autismo, um distúrbio hereditário do desenvolvimento do cérebro que se caracteriza por comportamentos repetitivos e dificuldade de comunicação e de interação social. 
Até ao momento foram identificadas mais de 300 mutações relacionadas ao risco da doença e um destes genes foi de especial importância para os investigadores do Biozentrum da Universidade de Basileia que assinam este trabalho recente: o neuroligin-3, que desempenha um papel de relevo na formação das sinapses, estruturas que permitem a comunicação entre os neurônios.
Em comunicado, os investigadores explicaram que os ratinhos que sofriam com a falta do gene neuroligin-3 desenvolveram padrões de comportamento que refletiam características importantes observadas nos autistas, tendo identificado um defeito na transmissão de sinais sinápticos nos roedores que interfere com a função e a plasticidade dos circuitos neuronais. 


Equipa conseguiu reverter falhas nos circuitos neuronais
Segundo a equipa de especialistas, coordenada por Stephane Baudouin e cujo estudo foi publicado na prestigiada revista científica Science, a existência deste defeito prende-se com uma produção exagerada de um receptor neuronal, o glutamato, que modela esta transmissão, impedindo o desenvolvimento normal do cérebro a longo-prazo e dificultando a aprendizagem.
O principal interesse do estudo prende-se com o fato de estas falhas no desenvolvimento do circuito neuronal serem reversíveis, o que poderá traduzir-se numa cura para o autismo.


Ao reativarem a produção de neuroligin-3 nos ratinhos, os investigadores fizeram com que as células nervosas voltassem a produzir glutamato em níveis normais e o defeito detetado na transmissão de sinais sinápticos típico do autismo desapareceu.
Futuramente, a descoberta poderá significar um combate efetivo à doença, que, por enquanto, pode apenas ser atenuada através de terapia comportamental e outro tipo de tratamentos que aliviam os sintomas.

Fonte: http://boasnoticias.clix.pt/noticias_Autismo-Estudo-traz-esperan%C3%A7a-de-cura-ou-revers%C3%A3o_12714.html

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