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segunda-feira, 25 de março de 2013

PROFESSOR DE EDUCAÇÃO FÍSICA TEM QUE TER LICENCIATURA


Dep. Lelo Coimbra

Coimbra: aulas de Educação Física dadas por professores não habilitados pode ser prejudicial às crianças.


Educação aprova licenciatura obrigatória para professor de Educação Física


22/03/2013

A Comissão de Educação aprovou na quarta-feira (20) proposta que exige licenciatura em Educação Física para o professor que ministrar a disciplina na educação básica. Atualmente, essa exigência não consta da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB – Lei 9.394/96), apesar de a disciplina ser componente curricular obrigatório da educação básica.
Quanto à formação de professores para atuar na educação básica, a LDB admite, como formação mínima para o exercício do magistério na educação infantil e nas quatro primeiras séries do ensino fundamental, a oferecida em nível médio, na modalidade Normal.
De acordo com a matéria aprovada, os sistemas de ensino terão cinco anos, após a publicação da lei, para implantar a medida.

Substitutivo

O texto aprovado é um substitutivo do relator, deputado Lelo Coimbra (PMDB-ES), aos projetos de lei 6520/09, de Otavio Leite (PSDB-RJ), e PL 7830/10, de Dr. Ubiali (PSB-SP), que tratam do assunto.

Ele apontou que a LDB, ao admitir a formação em nível médio para os professores da educação infantil e dos anos iniciais do ensino fundamental, permite que as aulas de Educação Física sejam dadas por professores não habilitados, o que pode ser prejudicial às crianças.
“Nas crianças, a organização do sistema nervoso central ainda não está concluída, o que só se encerra por volta dos seis anos. Esse aspecto demonstra a importância do acompanhamento e do desenvolvimento da expressão corporal por licenciados em Educação Física”, argumentou Lelo Coimbra.
As duas propostas aprovadas tramitam em conjunto com o PL 4398/08, do deputado Eliene Lima (PSD-MT), que é o principal das três, mas foi rejeitado pela comissão. O relator considerou inapropriados alguns termos utilizados na proposta de Lima.

Tramitação

A matéria tramita em caráter conclusivo e ainda será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Íntegra da proposta:




Reportagem – Noéli Nobre 
Edição – Marcelo Westphalem

Agência Câmara Notícias'

Fonte:  http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/ESPORTES/438337-EDUCACAO-APROVA-LICENCIATURA-OBRIGATORIA-PARA-PROFESSOR-DE-EDUCACAO-FISICA.html'

quarta-feira, 20 de março de 2013

AS CRIANÇAS PRECISAM SER ESTIMULADAS? SAIBA COMO



Como dizem por aí "Viver é o melhor exercício".
 E sabe que é mesmo! 
Assim como uma planta o "Cérebro das Crianças", desde muito cedo,  precisa ser cultivado e estimulado.
 Portanto, basta estar no mundo e poder oferecer os estímulos necessários, onde, aquelas que tiverem, geneticamente, mais facilidade de aprendizagem se desenvolverão com mais rapidez.

Então, é preciso sabermos como oferecer o melhor!

Encontrei um texto escrito por "Jeanne Callegari e Malu Echeverria", que fala justamente da capacidade dos seres humanos, como seres racionais que são, de adquirir o conhecido através da aprendizagem, da necessidade do acompanhamento e no direcionamento de melhor conduzir esses estímulos. Com sugestões, bastante interessantes, da melhor maneira de como os familiares devem desenvolver melhor suas crianças. Então, vamos ler e tirar o melhor proveito para criarmos nossos filhos com mais alegria e prazer de viver. Em seguida, apresento um quadro com resumo de algumas atividades por faixa de idade, tirado da revista Crescer, como sugestão para se praticar nas fases de desenvolvimento da criança até os 10 anos.




Diferentemente da maioria dos mamíferos, os bebês humanos vêm ao mundo de olhos bem abertos. Já nascem curiosos e com vontade de aprender. A natureza e o instituto humano fazem boa parte do trabalho, mas é claro que os pais não são meros coadjuvantes. Os educadores costumam comparar o cérebro a uma plantinha: você tem de regá-lo e, então, dar tempo ao tempo. "As flores só vão brotar depois", afirma a psicopedagoga Adriana Foz. 

Os pais não são os jardineiros, mas parceiros nessa jornada. 


Janelas abertas 



A maior parte das transformações no cérebro ocorre nos seis primeiros anos de vida. 


Como a criança nasce com mais neurônios do que vai precisar na vida adulta, nesse período ocorre o que os neurocientistas chamam de "poda" cerebral. Nesse processo, as sinapses – ligações entre os neurônios – mais integradas ao sistema sobrevivem, enquanto as menos utilizadas são descartadas. Para se ter uma ideia, do primeiro ao quinto ano de vida são eliminadas cerca de 100 mil conexões por segundo. Isso não quer dizer, porém, que a poda seja ruim. Faz parte do desenvolvimento do cérebro.
"Quando não acontece por completo, pode ocasionar certos tipos de retardo mental." 

Mas não é a única revolução que se passa no cérebro, nessa época. "Abrem-se" também as janelas de oportunidades, nome poético que os cientistas usam para chamar o período especialmente fértil ao aprendizado de certas habilidades. Então, quanto mais cedo a criança começar a aprender coisas novas, sejam as letras, as cores ou os números, melhor? 

Não, afirmam os especialistas, em coro. "Tudo tem uma idade e uma medida certa", diz Adriana.
Ensinar às crianças o alfabeto antes dos 2 anos, por exemplo, não é adequado. Isso porque, nessa idade, ela está na fase sensório-motora: é o melhor momento para desenvolver os sentidos e os movimentos – e não a lógica das letras. Mesmo as mais velhas ainda têm o pensamento concreto. Por isso, brincar com cubos de montar é mais eficiente do que decorar números em cartolinas.


Vivendo e aprendendo 



Desde o começo, saiba que as flores do jardim vão brotar pelo resto da vida. Pois nem todas as janelas de oportunidades se fecham na primeira infância. Apesar de certas habilidades serem comprometidas para sempre, caso não estimuladas nesse período, como a linguagem, todo o resto pode ser aprendido no futuro. 

E qual seria, então, o melhor estímulo? A resposta é... viver. 

O que, no caso dos pequenos, se confunde com brincar. A ideia de que as crianças precisam de super-estímulos, no entanto, surgiu por causa de pesquisas realizadas nos anos 60 e 70. Um desses estudos pioneiros comprovou que ratos que viviam em ambientes cheios de estímulo, como escorregadores e brinquedos, eram mais eficientes que os isolados em gaiolas. Daí se deduziu que crianças estimuladas se sairiam melhor do que as que viviam em ambientes "normais". Mas ninguém reparou num detalhe: os ratos que viviam na natureza eram ainda mais espertos. 

Não foi a única vez que um estudo foi mal interpretado. Em 1993, pesquisa da Universidade da Califórnia sugeriu que ouvir músicas de Mozart aumentaria a inteligência. Os universitários que ouviram o compositor por dez minutos se saíram melhor num teste de inteligência. O efeito durava de dez a quinze minutos. Criou-se, então, o termo Efeito Mozart. Estudos posteriores mostraram que as obras do austríaco, ou qualquer tipo de música, influenciava a disposição dos ouvintes, mas não a intelectualidade. 

Isso quer dizer que colocar música clássica para a criança é errado? De jeito nenhum. O importante, na hora de estimular, é estar presente. Pois crianças precisam de interação. Se você coloca Chico Buarque, Stravinsky ou Nirvana, não importa – desde que tenha significado para sua família. Eles querem ver TV? Permaneça junto, pelo menos por alguns minutos. Assim você pode ver qual o interesse deles, esclarecer dúvidas, criar vínculos. Mesmo o videogame não é um estímulo proibido. Desde que haja equilíbrio: as crianças precisam de fantasias para se desenvolver, e os jogos podem ajudá-las nesse sentido. 

Vale tudo 

Para ativar a inteligência, não é preciso ir longe. Uma viagem ao quintal da sua casa já faz diferença. As folhas de grama, o vento, as formigas e outros bichinhos – tudo é um mundo a ser explorado, como no caso dos ratinhos. 

E nada de sobrecarregar a criança com cursos e aulas extracurriculares.

"Uma ou duas atividades fora da escola bastam", diz a psicopedagoga Adriana. 

Como saber se você não está exagerando nos estímulos? Se a criança mantém o interesse, é porque está tudo bem. 

Seja qual for o estímulo, que ele seja uma experiência divertida. Brinque com as crianças, deixe-as livres. 

Assim você não perde chance a de ver o milagre do desenvolvimento da mente acontecer ali, na sua frente. 

Brincar aumenta o QI 

Pesquisa recente da Universidade College London (Inglaterra) reforça a ligação entre brincadeira e inteligência. Ao acompanhar crianças de países pobres até a adolescência, os cientistas notaram que aquelas que se divertiam usando brinquedos, mesmo que simples, se saíam melhor nos testes de QI e de leitura do que as que não brincavam. Além disso, eram menos ansiosas.


PARA COMPLETAR O TEXTO ACIMA, APRESENTO A SEGUIR, UM RESUMO DE ALGUNS ESTÍMULOS PARA CRIANÇAS DIVIDIDO POR FAIXA ETÁRIA:



Fontes:www.mundobrink.com
http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI2303-15162-3,00-COMO+ESTIMULAR+A+INTELIGENCIA+DA+CRIANCA+VIVER+E+O+MELHOR+EXERCICIO.html

quinta-feira, 7 de março de 2013

DICAS PARA AJUDAR O PROFESSOR EM FACILITAR O PROCESSO DE APRENDIZAGEM DOS SEUS ALUNOS



Algumas dicas fundamentais, advindas da pesquisa científica relacionada a neurociências,  que podem ajudar sobremaneira o professor na sala de aula:


1) Estímulos Multi-sensoriais: as pesquisas mostram que o aprendizado será mais eficaz e a recordação da informação mais fácil se mais sentidos forem estimulados.

2) Recompensas e motivação: como vimos acima a necessidade de uma recompensa imediata é característica das gerações atuais. Recompensas externas podem ser preocupantes no ambiente escolar mas a criatividade do professor pode encontrar formas de recompensar o aluno em sala de aula de forma a motivá-lo nas atividades e conquistar sua atenção. Algo como dedicar um intervalo da aula para piadas, canções, jingles, se a atenção e participação de todos foi adequada no momento combinado.

3) Memória E Emoção: sem repetição a memorização não acontece, a rememoração falha, perde-se a informação, o tempo e a motivação. A quantidade de repetição vai depender da emoção envolvida na passagem da informação. Quanto mais emoção maior a chance da informação ficar cravada na memória dos seus alunos.

4) Conhecimento prévio: dificilmente vai haver aprendizagem se a informação nova não está contextualizada e conectada a conhecimentos que já existem no cérebro da criança.

5) Do concreto para o abstrato: o lobo frontal, sede do nosso pensamento abstrato, demora mais a se desenvolver, como vimos aqui isso se estende até a segunda década de vida. Dessa forma, parta de exemplos concretos para atingir ideações abstratas.

6) Práticas: quando uma informação é colocada em prática ela se torna patente em nosso cérebro. Mas certifique-se de que na prática a criança realmente entendeu, ela deve ser capaz de falar e escrever sobre um conceito que praticou.

7) Estórias ou histórias: elas ativam muitas áreas cerebrais, mexem conosco, com nossas emoções, memórias e ideias. Elas têm início, meio e fim, o que também estimula o desenvolvimento de habilidades de sequenciação e organização (córtex pré-frontal).

8) Computadores e outras tecnologias: muitos sentidos são estimulados quando os estudantes trabalham em grupos fazendo pesquisas no computador. O trabalho é bastante visual, auditivo e cinestésico, além de estimular habilidades sociais.

9) O cérebro procura por padrões: a informação é guardada em nosso cérebro através de padrões de reconhecimento. Daniel Pink (2005) ressalta que a era atual requer uma forma de pensar que inclua a capacidade de detectar padrões e criar algo novo. É fundamental que o Educador apresente a nova informação, auxilie o aluno a identificar o padrão, associar esse padrão a padrões já armazenados por ele em seu cérebro e aí seja capaz de criar novos padrões. Dois métodos principais funcionam muito bem para isso, um é o uso de organizadores gráficos como mapas mentais e diagramas de Venn, outro é através da organização da informação em blocos lógicos e contextualizados.

10) O estresse inibe a aprendizagem: numerosas evidências apontam para isso, sobretudo os efeitos do cortisol (hormônio do estresse) provocando a morte de neurônios no hipocampo (área da memória de longo prazo). Nesse sentido ofereça um ambiente de ensino seguro, confortável e acolhedor. Estabeleça rotinas, regras, objetivos e procedimentos padrão. Os rituais de sala de aula podem contribuir para reduzir o estresse.

11) O cérebro é um órgão social: a interação e desenvolvimento de habilidades sociais são fundamentais no processo de aprendizagem. Nossas crianças da era digital encontram-se talvez mais aptas a se relacionar através de um teclado do que com a fala, o olhar e o toque. É importante para elas desenvolver a linguagem não verbal, reconhecer sentimentos através da face e dos gestos, interagir com diferentes grupos sociais, aprender a escutar, expressar suas emoções e ser empática.

12) Arte e atividade física melhoram o desempenho intelectual: explore essas atividades o mais que puder.


"Contrabalance tecnologia e criatividade, utilize música e muito, muito visual!"



Fonte: http://neuropsicopedagogianasaladeaula.blogspot.com.br/2012/12/dicas-de-aprendizagem.html

domingo, 3 de março de 2013

O QUE É TDAH ? Transtorno de Déficit de Atenção com ou sem Hiperatividade no contexto Escolar




Antes de sugerir que um aluno tem "hiperatividade", veja se é sua aula que não anda prendendo a atenção. 



Por: Bianca Bibiano

À primeira vista, a estatística soa alarmante: de 3 a 6% das crianças em idade escolar sofrem com o Transtorno de Déficit de Atenção com ou sem Hiperatividade (o nome oficial do TDAH), que muita gente conhece somente como hiperatividade. Quer dizer então que, numa classe de 30 alunos, sempre haverá um ou dois que precisam de remédio? Não. Na maioria das vezes, o acompanhamento psicológico é suficiente. E, se o problema for bagunça ou desatenção, vale analisar se a causa não está na forma como você organiza a aula. "Geralmente, a inquietação costuma estar mais relacionada com a dinâmica da escola do que com o transtorno", diz Ma­u­ro Muszkat, especialista em Neuropsicologia Infantil da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Quando o caso é mesmo de TDAH, são três os sintomas principais: 

1)  agitação;

2) dificuldade de atenção e

3) impulsividade


Que devem estar presentes em pelo menos dois ambientes que a crian­ça frequenta. Por tudo isso, nun­­ca é demais lembrar que o diagnóstico precisa de respaldo médico. 


Veja cinco pontos essenciais sobre o transtorno: 


1. Agitação não é hiperatividade 
Há dias em que alguns alunos parecem estar a mil por hora e nada prende a atenção deles. Isso não significa que sejam hiperativos. O problema pode ter raízes na própria aula - atividades que exijam concentração muito superior à da faixa etária, propostas abaixo (ou muito acima) do nível cognitivo da turma e ambientes desorganizados e que favoreçam a dispersão, por exemplo. Em outras ocasiões, as causas são emocionais. "Questões como a morte de um familiar e a separação dos pais podem prejudicar a produção escolar", diz José Salomão Schwartzman, neurologista especialista em Distúrbios do Desenvolvimento da Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo. Nesses casos, os sintomas geralmente são transitórios. Quando ocorre o TDAH, eles se mantêm e são tão exacerbados que prejudicam a relação com os colegas. Muitas vezes, o aluno fica isolado e, mesmo hiperativo, não conversa. 

2. Só o médico dá o diagnóstico 
Um levantamento realizado recentemente pela Unifesp aponta que 36% dos encaminhamentos por TDAH recebidos no setor de atendimento neuropsicológico infantil da instituição são originados da escola por meio de cartas solicitando aos pais que procurem tratamento para o filho. "Em muitos casos, o transtorno não se confirma", afirma Muszkat. A investigação para o diagnóstico costuma ser bem detalhada. Hábitos, traços pessoais e histórico médico são esquadrinhados para excluir a possibilidade de outros problemas e verificar se os aspectos que marcam o transtorno estão mesmo presentes. Como ocorre com a maioria dos problemas psicológicos (depressão, ansiedade e síndrome do pânico, por exemplo), não há exames físicos que confirme o problema. Por isso, o TDAH é definido por uma lista de sintomas. Ao todo são 21 - nove referentes à desatenção, outros nove à hiperatividade e mais outros três à impulsividade. 

3. Nem todos precisam de remédio 
Entre os anos de 2004 e 2008, a venda de medicamentos indicados para o tratamento cresceu 80%, chegando a cerca de 1,2 milhão de receitas, segundo dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Diversos especialistas criticam essa elevação, apontando-a como um dos sinais da chamada "medicalização da Educação" - a ideia de tratar com remédios todo tipo de problema de sala de aula. "Muitas vezes, o transtorno não é tão prejudicial e iniciativas como alterações na rotina da própria escola, para acolher melhor o comportamento do aluno, podem trazer resultados satisfatórios", explica Schwartz­wman. Quando a medicação é necessária, os estimulantes à base de metilfenidato são os mais prescritos pelos médicos. Ao elevar o nível de alerta do sistema nervoso central, ele auxilia na concentração e no controle da impulsividade. O medicamento não cura, mas ajuda a controlar os sintomas - o que se espera é que, juntamente com o acompanhamento psicológico, as dificuldades se reduzam e deixem de atrapalhar a qualidade de vida. Vale lembrar que o remédio é vendido somente com receita e, como outros medicamentos, pode causar efeitos colaterais. Cabe ao médico avaliá-los. 

4. O diálogo com a família é essencial 

Em alguns casos, os professores conseguem participar das reuniões com os pais e o médico. Quando isso não é possível, conversas com a família e relatórios periódicos enviados para o profissional da saúde são indicados para facilitar a comunicação. É importante lembrar ainda que não é por causa do transtorno que professores e pais devem pegar leve com a criança e deixar de estabelecer limites - a maioria das dificuldades gira em torno da competência cognitiva, da falta de organização e da apreensão de informações, e não da relação com a obediência. Durante os momentos de maior tensão, quando o estudante está hiperativo, manter o tom de voz num nível normal e tentar estabelecer um diálogo é a melhor alternativa. "Se o adulto grita com a criança, ambos acabam se exaltando rápido e, em vez de compreender as regras, ela pode pensar que está sendo rejeitada ou mal compreendida", diz Muszkat. 



5. O professor pode ajudar (e muito) 

Adaptar algumas tarefas ajuda a amenizar os efeitos mais prejudiciais do transtorno. Evitar salas com muitos estímulos é a primeira providência. Deixar alunos com TDAH próximos a janelas pode prejudicá-los, uma vez que o movimento da rua ou do pátio é um fator de distração. Outra dica é o trabalho em pequenos grupos, que favorece a concentração. Já a energia típica dessa condição pode ser canalizada para funções práticas na sala, como distribuir e organizar o material das atividades. Também é importante reconhecer os momentos de exaustão considerando a duração das tarefas. Propor intervalos em leituras longas ou sugerir uma pausa para tomar água após uma sequência de exercícios, por exemplo, é um caminho para o aluno retomar o trabalho quando estiver mais focado.




De resto, vale sempre avaliar se as atividades propostas são desafiadoras e se a rotina não está repetitiva. Esta, aliás, é uma reflexão importante para motivar não apenas os estudantes com TDAH, mas toda a turma.


Fonte: http://revistaescola.abril.com.br/crianca-e-adolescente/comportamento/transtorno-deficit-atencao-com-sem-hiperatividade-tdah-546797.shtml

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

UM BELO PASSEIO PELO ZOO DO RIO DE JANEIRO


Quando se fala em educação e cultura de uma criança, se fala também em lazer, diversão, passeios, e tudo que possa trazer conhecimento e enriquecimento com prazer e amor. 

N minha opinião, não se aprende somente na escola, em salas de aulas, com os professores, com os livros, na internet, nos meios de comunicação e tantos outros maneiras. Se aprender também passeando e se divertindo com quem se ama e com quem nos compreende. 

Essa postagem que escrevi pensando em uma pessoa, dedico à uma fã que acabei de ganhar , chamada "Elmakv Cavalcanti", uma paraibana, mulher e mãe sensível, que, com apenas uma colocação minha, passou a entender que, o maior de todos os caminhos para a socialização de uma criança é o estar bem consigo mesma e com as pessoas em nossa volta. 


Eis a frase que compartilhei no grupo:

"Quanto a socialização, se a criança estiver bem com ela mesma, vai se tornar bastante sociável e vai querer compartilhar sua alegria."
 (Selma Carvalho)

Agora vamos a um belo passeio pelo Zoo do RJ, onde nem a chuva que caiu no momento, nos impediu do prazer daquela tarde, ao contrário, nos fez rir bastante com a corrida para que não ficássemos tão molhados.

"Jardim Zoológico da Cidade do Rio de Janeiro"

O zoológico do Rio de Janeiro é o mais antigo do Brasil e tem uma área de 138 mil metros quadrados, onde estão mais de dois mil animais, entre répteis, mamíferos e aves. 

Em seu espaço, reproduzem-se espécies raras e ameaçadas de extinção, como o Urubu Rei, a Ararajuba e o Cachorro do Mato Vinagre. 

Com uma vasta fauna e a visitação mensal de 70 mil pessoas, a Fundação RIOZOO tem como objetivo muito mais que ser apenas uma vitrine de animais.




Nossa maior tarefa é desenvolver o respeito e a preservação do meio ambiente, investindo em programas de educação, qualidade de vida e pesquisa baseado sempre no conceito 
“Conhecer para Preservar”.



Visão do Zoo


A visão da Fundação RIOZOO é ser reconhecida mundialmente com
  centro de referência no desenvolvimento de pesquisas na área da fauna selvagem, 
bem como nas áreas de educação e conservação ambiental, além de entidade que busca o bem estar animal e a responsabilidade social e ambiental, 
preservando sempre a bioética no trabalho com os animais.




Missão do Zoo

A missão da Fundação RIOZOO é praticar a conservação ambiental, através dos trabalhos de manejo e reprodução em cativeiro, colaborando com a manutenção de um banco genético de espécies ameaçadas de extinção, bem como desenvolver programas de educação ambiental, difundido conceitos sobre a biologia dos animais e conscientizando a população acerca da importância da preservação ambiental, além de representar centro de desenvolvimento científico e importante espaço de lazer e entretenimento para a sociedade.




Objetivo Geral

O objetivo geral da Fundação RIOZOO é praticar a conservação e educação ambiental, o desenvolvimento científico nas áreas afins e oferecer serviços de infraestrutura e suporte para os visitantes.


Objetivos específicos:


Os objetivos da Fundação RIOZOO são:


Na conservação ambiental:


- colaborar com os planos de manejo, grupos internacionais de pesquisadores destinados a desenvolver ações para auxiliar na preservação das espécies ameaçadas, através do manejo e reprodução destas espécies em cativeiro, proporcionando a formação de um banco genético que evite sua extinção.

- subsidiar as ações dos planos de manejo com informações das espécies em extinção mantidas sob sua guarda.

- realizar intercâmbios com outros zoológicos e instituições afins, aumentando a distribuição geográfica dos animais ameaçados e reduzindo o risco sanitário sobre as populações envolvidas.


No desenvolvimento científico:

- desenvolver pesquisas com os animais em cativeiro, sendo centro de referência na área de animais selvagens, bem como disponibilizar acesso a pesquisadores para, obedecendo a legislação vigente e os preceitos da bioética e bem estar animal, utilizar o material genético para o desenvolvimento de pesquisas. 


Na educação ambiental:


- desenvolver programas de visitas monitoradas, despertando em segmentos específicos como alunos escolares universitários, portadores de necessidades especiais, entre outros, bem como na população geral, a curiosidade acerca dos hábitos dos animais e de sua biologia, estimulando o aprendizado e a formação de uma consciência ecológica.

- atender as escolas da rede pública, colaborando com as atividades pedagógicas de ensinos, e com a formação de cidadãos ambientalmente responsáveis.

- informar, através de sinalização de cunho educativo espalhadas pelo parque, sobre os aspectos da coleção de animais, bem como sobre curiosidades a seu respeito e mensagens alinhadas com seus objetivos gerais.



Na prestação de serviços de infraestrutura ao visitante:

- garantir a segurança dos visitantes através do monitoramento da área e da repressão de atitudes isoladas que possam comprometer o bem estar coletivo.

- oferecer opções de fornecimento de alimentação para as famílias, bem como locais apropriados para este fim.

- disponibilizar espaços e meios para higiene pessoal e asseio dos visitantes. 

- oferecer informações básicas para orientação aos visitantes das opções de percursos a serem realizados.

- manter sempre equipe para atendimento ao público, na satisfação de seus anseios e na manutenção da ordem, bem como para resolução de contingências.


Endereço e Contatos do ZooRio:
O Zoológico fica no Parque da Quinta da Boa Vista s/nº, São Cristóvão.
CEP : 20 940040

Administração : 3878 4200 / 4207

Assessoria de Comunicação / Imprensa : 3878 4219

Educação Ambiental : 3878 4254

Diretoria Técnica : 3878 4232

email : asscomriozoo@gmail.com

Central de Atendimento Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro : 1746


Fonte: http://www.rio.rj.gov.br/web/riozoo/principal

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

ENSINO DOMICILIAR - O QUE É ISSO?

Esta semana, o programa “Fantástico”, da Rede Globo, apresentou uma reportagem sobre "ensino domiciliar no Brasil", que consiste dos pais instruírem as crianças e os adolescentes em casa, ao invés de mandá-los para a escola. Essa modalidade de educação não encontra respaldo legal.  Aqui, a obrigação é de que eles matriculem seus filhos em um colégio. Caso não o façam, respondem por abandono intelectual e correm o risco de perderem a guarda deles. Mesmo que obtenham sucesso e atinjam objetivos superiores aos da instrução formal, como os exemplos citados pela reportagem.


Apesar de causar estranheza, ensinar em casa não é novidade no mundo, principalmente nos Estados Unidos. Lá, o fator financeiro parece ser o de maior peso para essa opção, pois é mais barato. Como tudo, até já virou um filão de negócio, com a venda de currículos e materiais didáticos. Argumenta-se, também, que o ambiente escolar não é favorável, visto ser muito competitivo.


Penso ser esse um aspecto favorável, não o contrário. A escola, entre outras funções, prepara o indivíduo para a vida, que é competitiva. Estamos sempre disputando espaço com outras pessoas. E convivendo com elas.


Ao sair de casa para ir para o espaço escolar, expandimos as possibilidades das crianças, não só de convivência com outras, mas de vivenciar e compartilhar modos de vida diferentes, ideias e visões de mundo. Permitindo a ampliação de vivências e percepções. Usando um termo que está na moda, de viverem a diversidade.



Sem contar que a criança é inserida em regras mais gerais, que dizem respeito ao país, onde mais que se sentir pertencente a uma família, sente-se parte de uma nação – ela é cidadã e vive como tal.


Pensando o aspecto emocional, os pequenos passam a conviver com outros da mesma faixa etária, compartilhando conflitos inerentes à própria idade. Um deles diz respeito ao aprender em si. Não só de competitividade vive o ambiente escolar, mas aprender num grupo onde a boa convivência é trabalhada, facilita a criança a se arriscar, pois sente que será acolhida. Caso isso não ocorra (como dizem: as crianças são cruéis), é o momento de aprender a superar a sensação de fracasso e correr atrás do prejuízo. São os desafios da vida.


De todo modo, o ensino domiciliar ainda é uma novidade por aqui e não sabemos direito onde vai dar. Como tudo que vai contra a maré, traz estranheza e pouca aceitação. Por isso, para as famílias que optaram ou que pretendem aderir, há muita luta pela frente.


Porém, que ninguém se iluda que é algo fácil: disciplina, preparo e disponibilidade dos pais são aspectos necessários. E fiscalização, não dá para ser uma terra de ninguém, em que se ensina de qualquer jeito ou qualquer coisa, como acontece com as escolas. Há um mínimo de coisas a serem aprendidas, inclusive para a convivência com os outros e para a entrada na universidade.


Se pensarmos como andam nossas escolas hoje, sejam as públicas, onde tudo acontece menos o aprender acadêmico; sejam as particulares, que estão se tornando cada vez mais inviáveis devido aos altos custos e aos seus projetos estapafúrdios, não dá para criticar essas famílias.


Inclusive, uma delas relata ter conseguido com seus filhos o que deveria ser o objetivo maior das escolas: tornarem seus alunos autodidatas, ou seja, ensiná-los aprenderem a aprender.


Em 21/02/2013 por Ana Cassia Maturano 


Fonte: http://g1.globo.com/platb/dicas-para-pais-e-filhos/



terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

DO QUE OS ALUNOS SUPERDOTADOS PRECISAM NA ESCOLA


Crianças superdotadas também precisam de atendimento especializado


Cinthia Rodrigues

Trabalhar com alunos com altas habilidades/superdotação requer, antes de tudo, derrubar
dois mitos:

Primeiro: esses estudantes, também chamados de superdotados, não são gênios com capacidades raras em tudo - só apresentam mais facilidade do que a maioria em determinadas áreas. 

Segundo: o fato de eles terem raciocínio rápido não diminui o trabalho do professor. Ao contrário, eles precisam de mais estímulo para manter o interesse pela escola e desenvolver seu talento - se não, podem até se evadir. 

A Organização Mundial de Saúde - OMS calcula que pelo menos 5% da população tem algum tipo de alta habilidade. No Brasil, até o ano passado, haviam sido identificados 2,5 mil jovens e crianças assim. Para dar um atendimento mais qualificado a esse público, o Ministério da Educação - MEC criou em 2005 Núcleos de Atividades de Altas Habilidades/Superdotação em todos os estados. Apesar de ainda pouco estruturados, esses órgãos que têm o papel de auxiliar as escolas úblicas estaduais quando elas reconhecem alunos com esse perfil em suas salas de aula.

No Distrito Federal, tal serviço existe desde 1976 - razão pela qual a identificação de jovens com altas habilidades, embora ainda pequena, seja a maior do país. "Aprendi na prática que a superdotação é democrática e pode ocorrer em qualquer aluno, em qualquer local ou classe social e até naquele com alguma limitação física ou psíquica", afirma a atual coordenadora do projeto no Distrito Federal, Olzeni Leite Costa Ribeiro. 

Assim como os estudantes diagnosticados com algum tipo de deficiência, os que têm "altas habilidades" precisam de uma "flexibilização da aula para que suas necessidades particulares sejam atendidas", o que os coloca como parte do grupo que tem de ser incluído na rede regular de ensino. 


Fonte: http://revistaescola.abril.com.br/inclusao/educacao-especial/altas-habilidades-489225.shtml


sábado, 16 de fevereiro de 2013

RETORNO ÀS AULAS DEPOIS DO FERIADÃO



A maioria das escolas iniciaram suas atividades, mas, houve uma quebra devido ao feriadão do carnaval. Nem bem as crianças entraram no ritmo dos estudos, o que leva certo tempo, tiveram que parar por alguns dias. A semana foi curta ou emendada por muitos. Como sempre, tudo começa de fato depois do carnaval.
Muitos demonstram entusiasmo com o retorno às aulas. Prometem ser aplicados e responsáveis. No entanto, são engolidos pela carga de atividades que as escolas têm imposto e caem na velha política do deixa para depois. Para alguns, esse entusiasmo nem chega a aparecer. De antemão expressam toda a sua raiva pelas tarefas escolares (a grande vilã, para muitos alunos) e iniciam mais um período com aquele desânimo.
Estudar não é tarefa fácil – o prazer puro e simples precisa ser deixado de lado para que a realidade, com suas obrigações e responsabilidades, ocupe um espaço cada vez maior na vida das pessoas. Mas isso não significa que aprender tenha que ser enfadonho. Pelo contrário, há satisfação na descoberta.  Tanto é assim que muitos dedicam sua vida a conhecer e pesquisar, inclusive como forma de trabalho. Esse prazer parece não ser muito cultivado pelas escolas.
A passagem de um tempo de prazer para o das obrigações, rumo ao amadurecimento, pode trazer problemas em casa. Os pais têm uma expectativa de que os filhos assumirão suas responsabilidades como condição natural. Não é bem assim. Como tudo na vida, assumir e cumprir obrigações também é um aprendizado. E exige certa disciplina.

Porém, todos os anos as questões se repetem: preguiça para levantar, não prestar atenção à aula, fugir da lição de casa, estudar em cima da hora…

Não dá para largar as crianças por conta própria. Muito menos carregá-las nas costas. Elas precisam dos pais para orientá-las e cobrá-las. Combinar previamente algumas regras simples e fáceis de serem seguidas, sem grandes expectativas, pode ser um bom começo.
A hora de acordar pode ser antecipada em 15 minutos. Evita-se o atraso e a afobação, o que ajuda o corpo e a mente a despertarem. A correria matinal contamina todo o dia. Também é útil deixar uniforme e materiais previamente arrumados.
A necessidade de se prestar atenção à aula pode ser sempre sugerida aos pequenos – grande parte da aprendizagem se dá ali. Aquilo que os pais falam tem importância e influencia os filhos. Mostrar interesse pelo conteúdo visto (não o que aprendeu) funciona como um estímulo para que ele próprio o valorize (afinal, é importante). Claro que, numa conversa descontraída. Nada de tomar o ponto do pequeno.
Estabelecer com a criança hora e tempo dedicado à lição de casa o ajuda a se organizar na rotina. Sobrará tempo para as outras coisas que queira fazer. Mas, como cada criança é única, os combinados variam de uma para outra. Enquanto umas chegam e fazem a lição, outras preferem fazê-la à noite. De todo modo, o horário combinado deve ser cumprido e cobrado pelos pais. E jamais a lição deve ser feita por eles. No máximo, tirar uma ou outra dúvida. Mesmo assim, essa função é da escola.
As regras não bastam em si. "Os pais precisam ficar junto dos pequenos, sempre". Elas funcionam apenas como organizadores e serão incorporadas aos poucos. Vale lembrar, porém, que estudar é obrigação, e não opção.


Fonte: /http://g1.globo.com/platb/dicas-para-pais-e-filhos/2013/02/07/na-volta-as-aulas-adaptacao-a-rotina-deve-ter-ajuda-dos-pais
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