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sexta-feira, 20 de setembro de 2013

OLIMPÍADAS ESCOLARES CIENTÍFICAS NACIONAIS


Mesmo que o ano letivo esteja praticamente chegando ao final, é sempre bom saber o que pode estimular os estudantes. 


As Olimpíadas sempre é uma opção quando se fala em desafios e também, uma boa oportunidade para os candidatos mostrarem os conhecimentos adquiridos em sua vida acadêmica e cotidiana.

Então, reconhecendo essa importância, apresento uma matéria divulgada em 25 de fevereiro de 2013 no portal EBC, que mostra algumas das "Olimpíadas Escolares" realizadas no Brasil, com seus respectivos links que podem ser consultados para maiores detalhes.

Veja:


Portal EBC
25/02/2013

O ano letivo já começou, e junto com ele algumas olimpíadas científicas e de conhecimento abriram as suas inscrições. 

As competições ganharam muita popularidade nas escolas nos últimos anos e podem ser utilizadas pelos professores como ferramenta para estimular o interesse dos alunos e a busca por diferentes abordagens em todas as disciplinas. Além disso, a participação pode proporcionar aos estudantes o aprofundamento nos estudos, novas amizades e até mesmo a classificação em etapas internacionais das competições.

Algumas olimpíadas, inclusive, exploram a interdisciplinaridade e valorizam a habilidade dos participantes em relacionar os conhecimentos adquiridos em sala de aula com as atividades e acontecimentos cotidianos.

A seguir, algumas das olimpíadas que atualmente são promovidas no Brasil por diferentes instituições e entidades. 


Confira a lista dos principais eventos:

- Olimpíadas Brasileira de Química (OBQ)

É voltada para alunos do ensino médio. Podem participar estudantes de escolas públicas ou particulares que tenham disputado as olimpíadas estaduais de química.

Como se inscrever: o estudante deve ter participado das etapas estaduais da OBQ para poder disputar a competição nacional. Por isso deve ficar atento ao calendário das competições que são realizadas nos estados. Serão inscritos até 25 alunos por estado pelo coordenador da OBQ em cada unidade da federação.

Período de inscrições: 1 a 15 de agosto de 2013

Informaçõeswww.obquimica.org


- Olimpíadas Brasileira de Química Júnior (OBQJúnior)

É destinada a estudantes do 8º e 9º ano do ensino fundamental. Podem participar alunos de escolas públicas ou privadas.

Como se inscrever: cada escola deverá escolher um representante que será responsável por inscrever os alunos interessados via internet. O representante precisa fazer um cadastro para depois poder inscrever os alunos.

Período de inscrições: 6 de maio a 8 de junho de 2013

Informaçõeswww.obquimica.org


- Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM)

Organizada pela Sociedade Brasileira de Matemática, é aberta a todos os estudantes dos ensinos fundamental (a partir do 6º ano) e médio das escolas públicas e privadas.

Como se inscrever: é a escola quem faz a inscrição dos seus alunos. As regras para a edição de 2013 ainda não foram divulgadas.

Informaçõeswww.obm.org.br ou pelo telefone (21) 2529-5077.


- Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP)

É promovida pelos ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e Educação (MEC), com realização do Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa). Podem participar alunos dos anos finais do ensino fundamental (6º ao 9º ano) e do ensino médio, somente de escolas públicas.

Como se inscrever: as escolas deverão fazer a  inscrição dos alunos pela internet, no site da competição . Para a primeira fase não é necessário fazer inscrição nominal dos estudantes, apenas informar o total de alunos interessados em participar da competição.

Inscrições: ainda não foi definido o calendário da OBMEP para 2013.

Informaçõeswww.obmep.org.br, pelo telefone (21) 2529-5084 ou  pelo e-mail contato@obmep.org.br


- Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA)

A OBA é organizada todos os anos pela Sociedade Astronômica Brasileira (SAB) e a Agência Espacial Brasileira (AEB). Podem participar alunos de todas as séries do ensino fundamental e médio, tanto de escolas públicas como privadas.

Como se inscrever: A inscrição será feita por um professor representante de cada escola. A instituição interessada em participar deverá se cadastrar no site da competição e poderá inscrever quantos alunos quiser.

Período de inscrições: cadastro de novas escolas até 13 de março

Informaçõeswww.oba.org.br


- Olimpíada de Geografia - Viagem do Conhecimento

A competição é uma realização da revista National Geographic. Podem participar alunos do 8º e 9º ano do ensino fundamental e do primeiro ano do ensino médio – tanto de escolas públicas quanto particulares.

Período de inscrições: o calendário da edição de 2013 ainda não foi definido.

Como se inscrever: as inscrições do aluno devem ser feitas por um professor, coordenador ou diretor da escola. Cada instituição de ensino deve ter um único cadastro, no qual irá inscrever todos os interessados.



- Olimpíada Brasileira de Biologia (OBB)

É organizada pela Associação Nacional de Biossegurança (ANBio). A competição é destinada a alunos do ensino médio de escolas públicas e particulares.

Como se inscrever: a inscrição deverá ser feita por um professor que ficará responsável pelas atividades da olimpíada na sua escola. As instituições de ensino podem fazer o cadastro no site da competição.

Período de inscrição: as escolas interessadas em participar devem fazer o cadastro até 9 de abril

Informaçõeswww.anbiojovem.org.br


- Olimpíada da Língua Portuguesa -  Escrevendo o Futuro

A competição é bienal. A última foi realizada em 2012, portanto não haverá uma edição em 2013. É promovida pela Fundação Itaú Social, Cenpec (Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária) e Ministério da Educação (MEC). Podem participar tanto professores como alunos da rede pública.

Como se inscrever: o primeiro passo é a a secretaria de educação do município ou do estado aderir à competição. Só então os professores poderão fazer a inscrição dos seus alunos, via internet.

Período de inscrições: não haverá competição em 2013. O calendário para 2014 ainda não foi divulgado. 



- Olimpíada de Informática

Organizada pela Sociedade Brasileira de Computação (SBC) com apoio da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), é voltada para alunos dos ensinos fundamental e médio de escolas públicas e particulares. É dividida em dois níveis: iniciação e programação.

Como se inscrever: a inscrição pode ser feita somente por um professor. Ele deve se cadastrar no site e depois encaminhar a inscrição dos alunos da sua escola.

Período de inscrições: ainda não foi divulgado o calendário para a edição de 2013



- Olimpíada Brasileira de Física

É uma iniciativa da Sociedade Brasileira de Física (SBF) e destinada a estudantes do ensino médio e do 8° e 9º ano do ensino fundamental.

Como se inscrever: a inscrição é de responsabilidade do professor que deverá preencher o cadastro online no site da competição.

Período de inscrições: ainda não foi divulgado o calendário de 2013



- Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente

Organizada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a competição é voltada aos alunos do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental e do Ensino Médio, de escolas públicas e privadas do Brasil, e visa fortalecer nos jovens estudantes o desejo de aprender, conhecer, pesquisar e investigar temas em educação, da saúde e do meio ambiente.

Como se inscrever: a inscrição é de responsabilidade do professor que deverá preencher o cadastro online no site da competição.

Período de inscrições: ainda não foi divulgado o calendário de 2013

Informaçõeswww.olimpiada.fiocruz.br


- Olimpíada Brasileira de Física das Escolas Públicas

A Olimpíada Brasileira de Física das Escolas Públicas busca a melhoria do ensino e estudo das ciências e oferece aos estudantes uma forma de avaliar sua aptidão e seu interesse pela Ciência, em geral, e pela física em particular. Ela é organizada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) por meio do CNPq, do Ministério da Educação (MEC) e é parte de um programa permanente da Sociedade Brasileira de Física (SBF).

Como se inscrever: a inscrição é de responsabilidade de cada escola, que indicará professores responsáveis. O cadastro pode ser feito no site da olimpíada.

Período de inscrições: ainda não foi divulgado o calendário de 2013



- Olimpíada Nacional de Oceanografia

A ONO é um evento realizado pela Associação Brasileira de Oceanografia (AOCEANO), o Fórum de Coordenadores de Cursos de Graduação em Oceanografia do Brasil e a Secretaria da Comissão Interministerial para os Recursos do Mar (SECIRM). Tem como objetivo despertar o interesse dos jovens pela Oceanografia.

Como se inscrever: os estudantes interessados em participar devem solicitar que sua escola realize o cadastro na página oficial do evento. A instituição de ensino também deve possuir um professor que representará a ONO na escola.

Período de inscrições: ainda não foi divulgado o calendário de 2013



- Olimpíada Brasileira de Linguística (OBL)

A Olimpíada de lógica, línguas e linguística é uma competição destinada a estudantes brasileiros do ensino médio, de todos os tipos de escola. Nela, um problema típico é baseado em informações de uma linguagem não familiar e requer que os competidores descubram alguma parte do sistema baseado nos dados.

Como se inscrever: o estudante interessado em participar deve solicitar que a escola se cadastre. Para isso, basta mandar dados básicos (nome e endereço da escola, nome e contato do professor representante) para obl.comissao@gmail.com

Período de inscrições: ainda não foi divulgado o calendário de 2013 da olimpíada.



- IJSO BR

A IJSO BR é uma competição de física, química e biologia que nasceu da nasceu da seletiva para a competição internacional IJSO, e desde 2009 passou a premiar aqueles com as melhores pontuações com medalhas e certificados. Podem participar estudantes que tenham até 15 anos até o dia 31 de dezembro do ano da competição.

Como se inscrever: As inscrições são realizadas no início do ano, no site da competição. Cada inscrição individual custa R$50, e escolas podem se cadastrar por R$350,00, sem limite para a quantidade de alunos inscritos. A rede pública é isenta da taxa de participação.

Período de inscrições: As inscrições estão abertas até o dia 20 de maio





quarta-feira, 20 de março de 2013

AS CRIANÇAS PRECISAM SER ESTIMULADAS? SAIBA COMO



Como dizem por aí "Viver é o melhor exercício".
 E sabe que é mesmo! 
Assim como uma planta o "Cérebro das Crianças", desde muito cedo,  precisa ser cultivado e estimulado.
 Portanto, basta estar no mundo e poder oferecer os estímulos necessários, onde, aquelas que tiverem, geneticamente, mais facilidade de aprendizagem se desenvolverão com mais rapidez.

Então, é preciso sabermos como oferecer o melhor!

Encontrei um texto escrito por "Jeanne Callegari e Malu Echeverria", que fala justamente da capacidade dos seres humanos, como seres racionais que são, de adquirir o conhecido através da aprendizagem, da necessidade do acompanhamento e no direcionamento de melhor conduzir esses estímulos. Com sugestões, bastante interessantes, da melhor maneira de como os familiares devem desenvolver melhor suas crianças. Então, vamos ler e tirar o melhor proveito para criarmos nossos filhos com mais alegria e prazer de viver. Em seguida, apresento um quadro com resumo de algumas atividades por faixa de idade, tirado da revista Crescer, como sugestão para se praticar nas fases de desenvolvimento da criança até os 10 anos.




Diferentemente da maioria dos mamíferos, os bebês humanos vêm ao mundo de olhos bem abertos. Já nascem curiosos e com vontade de aprender. A natureza e o instituto humano fazem boa parte do trabalho, mas é claro que os pais não são meros coadjuvantes. Os educadores costumam comparar o cérebro a uma plantinha: você tem de regá-lo e, então, dar tempo ao tempo. "As flores só vão brotar depois", afirma a psicopedagoga Adriana Foz. 

Os pais não são os jardineiros, mas parceiros nessa jornada. 


Janelas abertas 



A maior parte das transformações no cérebro ocorre nos seis primeiros anos de vida


Como a criança nasce com mais neurônios do que vai precisar na vida adulta, nesse período ocorre o que os neurocientistas chamam de "poda" cerebral. Nesse processo, as sinapses ligações entre os neurônios – mais integradas ao sistema sobrevivem, enquanto as menos utilizadas são descartadas. Para se ter uma ideia, do primeiro ao quinto ano de vida são eliminadas cerca de 100 mil conexões por segundo. Isso não quer dizer, porém, que a poda seja ruim. Faz parte do desenvolvimento do cérebro.
"Quando não acontece por completo, pode ocasionar certos tipos de retardo mental." 

Mas não é a única revolução que se passa no cérebro, nessa época. "Abrem-se" também as janelas de oportunidades, nome poético que os cientistas usam para chamar o período especialmente fértil ao aprendizado de certas habilidades. Então, quanto mais cedo a criança começar a aprender coisas novas, sejam as letras, as cores ou os números, melhor? 

Não, afirmam os especialistas, em coro. "Tudo tem uma idade e uma medida certa", diz Adriana.
Ensinar às crianças o alfabeto antes dos 2 anos, por exemplo, não é adequado. Isso porque, nessa idade, ela está na fase sensório-motora: é o melhor momento para desenvolver os sentidos e os movimentos – e não a lógica das letras. Mesmo as mais velhas ainda têm o pensamento concreto. Por isso, brincar com cubos de montar é mais eficiente do que decorar números em cartolinas.


Vivendo e aprendendo 



Desde o começo, saiba que as flores do jardim vão brotar pelo resto da vida. Pois nem todas as janelas de oportunidades se fecham na primeira infância. Apesar de certas habilidades serem comprometidas para sempre, caso não estimuladas nesse período, como a linguagem, todo o resto pode ser aprendido no futuro

E qual seria, então, o melhor estímulo? A resposta é... viver. 

O que, no caso dos pequenos, se confunde com brincar. A ideia de que as crianças precisam de super-estímulos, no entanto, surgiu por causa de pesquisas realizadas nos anos 60 e 70. Um desses estudos pioneiros comprovou que ratos que viviam em ambientes cheios de estímulo, como escorregadores e brinquedos, eram mais eficientes que os isolados em gaiolas. Daí se deduziu que crianças estimuladas se sairiam melhor do que as que viviam em ambientes "normais". Mas ninguém reparou num detalhe: os ratos que viviam na natureza eram ainda mais espertos. 

Não foi a única vez que um estudo foi mal interpretado. Em 1993, pesquisa da Universidade da Califórnia sugeriu que ouvir músicas de Mozart aumentaria a inteligência. Os universitários que ouviram o compositor por dez minutos se saíram melhor num teste de inteligência. O efeito durava de dez a quinze minutos. Criou-se, então, o termo Efeito Mozart. Estudos posteriores mostraram que as obras do austríaco, ou qualquer tipo de música, influenciava a disposição dos ouvintes, mas não a intelectualidade

Isso quer dizer que colocar música clássica para a criança é errado? De jeito nenhum. O importante, na hora de estimular, é estar presente. Pois crianças precisam de interação. Se você coloca Chico Buarque, Stravinsky ou Nirvana, não importa – desde que tenha significado para sua família. Eles querem ver TV? Permaneça junto, pelo menos por alguns minutos. Assim você pode ver qual o interesse deles, esclarecer dúvidas, criar vínculos. Mesmo o videogame não é um estímulo proibido. Desde que haja equilíbrio: as crianças precisam de fantasias para se desenvolver, e os jogos podem ajudá-las nesse sentido. 

Vale tudo 

Para ativar a inteligência, não é preciso ir longe. Uma viagem ao quintal da sua casa já faz diferença. As folhas de grama, o vento, as formigas e outros bichinhos – tudo é um mundo a ser explorado, como no caso dos ratinhos. 

E nada de sobrecarregar a criança com cursos e aulas extracurriculares.

"Uma ou duas atividades fora da escola bastam", diz a psicopedagoga Adriana. 

Como saber se você não está exagerando nos estímulos? Se a criança mantém o interesse, é porque está tudo bem. 

Seja qual for o estímulo, que ele seja uma experiência divertida. Brinque com as crianças, deixe-as livres. 

Assim você não perde chance a de ver o milagre do desenvolvimento da mente acontecer ali, na sua frente. 

Brincar aumenta o QI 

Pesquisa recente da Universidade College London (Inglaterra) reforça a ligação entre brincadeira e inteligência. Ao acompanhar crianças de países pobres até a adolescência, os cientistas notaram que aquelas que se divertiam usando brinquedos, mesmo que simples, se saíam melhor nos testes de QI e de leitura do que as que não brincavam. Além disso, eram menos ansiosas.


PARA COMPLETAR O TEXTO ACIMA, APRESENTO A SEGUIR, UM RESUMO DE ALGUNS ESTÍMULOS PARA CRIANÇAS DIVIDIDO POR FAIXA ETÁRIA:



Fontes:www.mundobrink.com
http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI2303-15162-3,00-COMO+ESTIMULAR+A+INTELIGENCIA+DA+CRIANCA+VIVER+E+O+MELHOR+EXERCICIO.html

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

O DIREITO DE TODOS DE APRENDER - ISSO É INCLUSÃO ESCOLAR

Noêmia Lopes 


Um desenho feito com uma só cor tem muito valor e significado, mas não há como negar que a introdução de matizes e tonalidades amplia o conteúdo e a riqueza visual.




Foi a favor da diversidade e pensando no "direito de todos de aprender" que a Lei nº 7.853 de 24 de outubro de 1989, (que obriga todas as escolas a aceitar matrículas de alunos com deficiência e transforma em crime a recusa a esse direito),  que foi regulamentada em 1999 e alterada  pela MEDIDA PROVISÓRIA Nº 437, de 29 de julho de 2008.

Graças a essas legislações, o número de crianças e jovens com deficiência nas salas de aula regulares não para de crescer: em 2001, eram 81 mil; em 2002, 110 mil; e 2009, mais de 386 mil - aí incluídas as deficiências, o Transtorno Global do Desenvolvimento e as altas habilidades

Atualmente, boa parte das escolas tem estudantes assim. Mas você tem certeza de que oferece um atendimento adequado e promove o desenvolvimento deles? Muitos gestores ainda não sabem como atender às demandas específicas e, apesar de acolher essas crianças e jovens, ainda têm dúvidas em relação à eficácia da inclusão, ao trabalho de convencimento dos pais (de alunos com e sem deficiência) e da equipe, à adaptação do espaço e dos materiais pedagógicos e aos procedimentos administrativos necessários

Para quebrar antigos paradigmas e incluir de verdade, todo diretor tem um papel central. Afinal, é da gestão escolar que partem as decisões sobre a formação dos professores, as mudanças estruturais e as relações com a comunidade.

As soluções para os dilemas que o gestor enfrenta ao receber alunos com deficiência



Nesse texto, você encontra respostas para as 24 dúvidas mais importantes sobre a inclusão, divididas em seis blocos. 


Gestão administrativa

1. Como ter certeza de que um aluno com deficiência está apto a frequentar a escola? 
Aos olhos da lei, essa questão não existe - todos têm esse direito. Só em alguns casos é necessária uma autorização dos profissionais de saúde que atendem essa criança. É dever do estado oferecer ainda uma pessoa para ajudar a cuidar desse aluno e todos os equipamentos específicos necessários. "Cabe ao gestor oferecer as condições adequadas conforme a realidade de sua escola", explica Daniela Alonso, psicopedagoga especializada em inclusão e selecionadora do Prêmio Victor Civita - Educador Nota 10. 

2. As turmas que têm alunos com deficiência devem ser menores? 
Sim, pois grupos pequenos (com ou sem alunos de inclusão) favorecem a aprendizagem. Em classes numerosas, os professores encontram mais dificuldade para flexibilizar as atividades e perceber as necessidades e habilidades de cada um. 

3. Quantos alunos com deficiência podem ser colocados na mesma sala? 
Não há uma regra em relação a isso, mas em geral existem dois ou, em alguns casos, três por sala. Vale lembrar que a proporção de pessoas com deficiência é de 8 a 10% do total da população. 

4. Para torna a escola inclusiva, o que compete às diversas esferas de governo? 
"O governo federal presta assistência técnica e financeira aos estados, ao Distrito Federal e aos municípios para o acesso dos alunos e a formação de professores", explica Claudia Pereira Dutra, secretária de Educação Especial do Ministério da Educação (MEC). Os gestores estaduais e municipais organizam sistemas de ensino voltados à diversidade, firmam e fiscalizam parcerias com instituições especializadas e administram os recursos que vêm do governo federal.


Gestão da aprendizagem

5. Quem tem deficiência aprende mesmo? 
Sem dúvida. Sempre há avanços, seja qual for a deficiência. Surdos e cegos, por exemplo, podem desenvolver a linguagem e o pensamento conceitual. Crianças com deficiência mental podem ter mais dificuldade para se alfabetizar, mas adquirem a postura de estudante, conhecendo e incorporando regras sociais e desenvolvendo habilidades como a oralidade e o reconhecimento de sinais gráficos. "É importante entender que a escola não deve, necessariamente, determinar o que e quando esse aluno vai aprender. Nesses casos, o gestor precisa rever a relação entre currículo, tempo e espaço", afirma Daniela Alonso. 

6. Ao promover a inclusão, é preciso rever o "projeto político pedagógico" (PPP) e o currículo da escola? 
Sim. O PPP deve contemplar o atendimento à diversidade e o aparato que a equipe terá para atender e ensinar a todos. Já o currículo deve prever a flexibilização das atividades (com mais recursos visuais, sonoros e táteis) para contemplar as diversas necessidades. 

7. Em que turma o aluno com deficiência deve ser matriculado? 
Junto com as crianças da mesma idade. "As deficiências física, visual e auditiva não costumam representar um problema, pois em geral permitem que o estudante acompanhe o ritmo da turma. Já os que têm deficiência intelectual ou múltipla exigem que o gestor consulte profissionais especializados ao tomar essa decisão", diz Daniela Alonso. Um aluno com síndrome de Down, por exemplo, pode se beneficiar ficando com um grupo de idade inferior à dele (no máximo, três anos de diferença). Mas essa decisão tem de ser tomada caso a caso. 

8. Alunos com deficiência atrapalham a qualidade de ensino em uma turma? 
Não, ao contrário. Hoje, sabe-se que todos aprendem de forma diferente e que uma atenção individual do professor a determinado estudante não prejudica o grupo. Daí a necessidade de atender às necessidades de todos, contemplar as diversas habilidades e não valorizar a homogeneidade e a competição. 

9. Como os alunos de inclusão devem ser avaliados? 
De acordo com os próprios avanços e nunca mediante critérios comparativos. Esse é o modelo adotado na EM Valentim João da Rocha, em Joinville, a 174 quilômetros de Florianópolis (leia mais no quadro abaixo). "Os professores devem receber formação para observar e considerar o desenvolvimento individual, mesmo que ele fuja dos critérios previstos para o resto do grupo", explica Rossana Ramos, professora da Universidade de Pernambuco (UPE). Quando o estudante acompanha o ritmo da turma, basta fazer as adaptações, como uma prova em braile para os cegos. 

10. A nota da escola nas avaliações externas cai quando ela tem estudantes com deficiência? 
Em princípio, não. Porém há certa polêmica em relação aos casos de deficiência intelectual. O MEC afirma que não há impacto significativo na nota. Já os especialistas dizem o contrário. Professores costumam reclamar disso quando o desempenho da escola tem impacto em bônus ou aumento salarial. "O ideal seria ter provas adaptadas dentro da escola ou, ao menos, uma monitoria para que os alunos pudessem realizá-las. Tudo isso, é claro, com a devida regulamentação governamental", defende Daniela Alonso. Enquanto isso não acontece, cabe aos gestores debater essas questões com a equipe e levá-las à Secretaria de Educação.


Gestão de equipe

11. É possível solicitar o apoio de pessoal especializado? 
Mais do que possível, é necessário. O aluno tem direito à Educação regular em seu turno e ao atendimento especializado no contraturno, responsabilidade que não compete ao professor de sala. Para tanto, o gestor pode buscar informações na Secretaria de Educação Especial do MEC, na Secretaria de Educação local e em organizações não governamentais, associações e universidades. Além do atendimento especializado, alunos com deficiência têm direito a um cuidador, que deve participar das reuniões sobre o acompanhamento da aprendizagem
12. Como integrar o trabalho do professor ao do especialista? 
Disponibilizando tempo e espaço para que eles se encontrem e compartilhem informações. Essa integração é fundamental para o processo de inclusão e cabe ao diretor e ao coordenador pedagógico garantir que ela ocorra nos horários de trabalho pedagógico coletivo. 

13. Como lidar com as inseguranças dos professores? 
Promovendo encontros de formação e discussões em que sejam apresentadas as novas concepções sobre a inclusão (que falam, sobretudo, das possibilidades de aprendizagem). "O contato com teorias e práticas pedagógicas transforma o posicionamento do professor em relação à Educação inclusiva", diz Rossana Ramos. Nesses encontros, não devem ser discutidas apenas características das deficiências. "Apostamos pouco na capacidade desses alunos porque gastamos muito tempo tentando entender o que eles têm, em vez de conhecer as experiências pelas quais já passaram", afirma Luiza Russo, presidente do Instituto Paradigma, de São Paulo. 

14. Como preparar os funcionários para lidar com a inclusão? 
Formação na própria escola é a solução, em encontros que permitam que eles exponham dificuldades e tirem dúvidas. "Esse diálogo é uma maneira de mudar a forma de ver a questão: em vez de atender essas crianças por boa vontade, é importante mostrar que essa demanda exige a dedicação de todos os profissionais da escola", diz Liliane Garcez, da comissão executiva do Fórum Permanente de Educação Inclusiva e coordenadora de pós-graduação de Inclusão no Centro de Estudos Educacionais Vera Cruz (Cevec). É possível também oferecer uma orientação individual e ficar atento às ofertas de formação das Secretarias de Educação.


Gestão da comunidade

15. Como trabalhar com os alunos a chegada de colegas de inclusão? 
Em casos de deficiências mais complexas, é recomendável orientar professores e funcionários a conversar com as turmas sobre as mudanças que estão por vir, como a colocação de uma carteira adaptada na classe ou a presença de um intérprete durante as aulas. Quando a inclusão está incorporada ao dia a dia da escola, esses procedimentos se tornam menos necessários. 

16. O que fazer quando o aluno com deficiência é agressivo? 
A equipe gestora deve investigar a origem do problema junto aos professores e aos profissionais que acompanham esse estudante. "Pode ser que o planejamento não esteja contemplando a participação dele nas atividades", afirma Daniela Alonso. Nesse caso, cabe ao gestor rever com a equipe a proposta de inclusão. Se a questão envolve reclamações de pais de alunos que tenham sido vítimas de agressão, o ideal é convidar as famílias para uma conversa. 

17. O que fazer quando a criança com deficiência é alvo de bullying? 
É preciso elaborar um projeto institucional para envolver os alunos e a comunidade e reforçar o trabalho de formação de valores. 

18. Os pais precisam ser avisados que há um aluno com deficiência na mesma turma de seu filho? 
Não necessariamente. O importante é contar às famílias, no ato da matrícula, que o PPP da escola contempla a diversidade. A exceção são os alunos com quadro mais severo - nesses casos, a inclusão dá mais resultado se as famílias são informadas em encontros com professores e gestores. "Isso porque as crianças passam a levar informações para casa, como a de que o colega usa fralda ou baba. E, em vez de se alarmar, os pais poderão dialogar", diz Daniela Alonso. 

19. Como lidar com a resistência dos pais de alunos sem deficiência? 
O argumento mais forte é o da lei, que prevê a matrícula de alunos com deficiência em escolas regulares. Outro caminho é apresentar a nova concepção educacional que fundamenta e explica a inclusão como um processo de mão dupla, em que todos, com deficiência ou não, aprendem pela interação e diversidade. 

20. Uma criança com deficiência mora na vizinhança, mas não vai à escola. O que fazer? 
Alertar a família de que a matrícula é obrigatória. Ainda há preconceito, vergonha e insegurança por parte dos pais. Quebrar resistências exige mostrar os benefícios que a criança terá e que ela será bem cuidada. É o que faz a diretora da EM Osório Leônidas Siqueira, em Petrolina, a 765 quilômetros do Recife (leia mais no quadro abaixo). Os períodos de adaptação, em que os pais ficam na escola nos primeiros dias, também ajudam. Se houver recusa em fazer a matrícula, é preciso avisar o Conselho Tutelar e, em último caso, o Ministério Público.


Gestão do espaço
21. Como preparar os vários espaços da escola? 
Ao buscar informações nas Secretarias de Educação e instituições que apoiam a inclusão, cabe ao gestor perguntar sobre tudo o que está disponível. O MEC libera recursos financeiros para ações de acessibilidade física, como rampas e elevadores, sinalização tátil em paredes e no chão, corrimões, portas e corredores largos, banheiros com vasos sanitários, pias e toalheiros adaptados e carteiras, mesas e cadeiras adaptadas. É fato, porém, que há um grande descompasso entre a demanda e a disponibilização dos recursos. O processo nem sempre é rápido e exige do gestor criatividade para substituir a falta momentânea do material. 

22. Há diferença entre a sala de apoio pedagógico e a de recursos? 
A primeira é destinada a qualquer aluno que precise de reforço no ensino. Já a sala de recursos oferece o chamado Atendimento Educacional Especializado (AEE) exclusivamente para quem tem deficiência, algum transtorno global de desenvolvimento ou altas habilidades.


Gestão de material e suprimentos

23. É preciso ter uma sala de recursos dentro da própria escola? 
Se possível, sim. A lei diz que, no turno regular, o aluno com deficiência deve assistir às aulas na classe comum e, no contra turno, receber o AEE preferencialmente na escola. Existem duas opções para montar uma sala de recursos: a multifuncional (que o MEC disponibiliza) tem equipamentos para todas as deficiências e a específica (modelo usado por algumas Secretarias) atende a determinado tipo de deficiência. Enquanto a sala não for implantada, o gestor deve procurar trabalhar em parceria com o atendimento especializado presente na cidade e fazer acordos com centros de referência - como associações, universidades, ONGs e instituições conveniadas ao governo. 

24. Como requisitar material pedagógico adaptado para a escola? 
Áudio-livros, jogos, computadores, livros em braile e mobiliário podem ser requisitados à Secretaria de Educação local e ao MEC. "Para isso, é preciso que a Secretaria de Educação apresente ao MEC um Plano de Ações Articuladas", explica Claudia Dutra.



Fonte: http://revistaescola.abril.com.br/gestao-escolar/diretor/24-respostas-principais-duvidas-inclusao-acessivel-acessibilidade-deficiencia-565836.shtml?page=5
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