segunda-feira, 25 de março de 2013

LÍNGUAS ESTRANGEIRAS - SERÁ QUE SE APRENDE NA ESCOLA REGULAR?


Professora da USP critica aula de língua estrangeira distante da realidade do aluno


Debate sobre ensino de línguas estrangeiras movimentou audiência pública na comissão especial que estuda conjunto de reformas para o ensino médio. 
Se o brasileiro tem dificuldades de aprender português, a situação do ensino de idioma estrangeiro pode ser ainda pior. O relatório "'De olho nas metas de 2012", do governo federal, constatou que menos de 30% dos alunos do ensino médio conhecem o português de forma compatível ao nível exigido.
No caso de idiomas estrangeiros, salas superlotadas e uma carga horária ainda menor dificultam o aprendizado no ensino básico.
Segundo Gretel Fernandéz, professora da faculdade de educação da USP presente na audiência, as restrições começam pelos idiomas disponíveis na rede pública. Para a docente, o ensino de inglês e espanhol enfrenta problemas estruturais e de formação profissional. Nos poucos minutos semanais, as aulas centradas na gramática e leitura excluiriam a conversação do aprendizado.

"Por trás disso tudo, das salas superlotadas, de uma carga didática muito reduzida, uma aula semanal de 50 minutos, nós temos também professores mal formados. Então, os cursos de formação de professores não capacitam esses professores para que deem aulas que tenham relação com a realidade do aluno. Então, o aluno está na aula de língua, mas aquilo que ele tá aprendendo não tem nenhuma relação com o que ele vai usar no seu dia a dia."

No Brasil, algumas experiências diferentes têm dado resultado. Juscelino da Silva, representante da Secretaria de Educação do Distrito Federal, levou como exemplos os Centros Interescolares de Línguas em Brasília. Os centros oferecem gratuitamente cinco idiomas para alunos de escolas públicas. Cerca de 35 mil estudantes são beneficiados e as turmas não ultrapassam 20 alunos com carga horária de mais de três horas semanais. Juscelino defendeu que investir em ensino é uma questão de vontade política.
"É interessante observar esses dados porque isso significa que, para se manter uma política efetiva, eficaz de ensino de línguas, é preciso investir e investimento não envolve apenas recursos financeiros."
Na audiência pública foram sugeridas políticas públicas de alcance nacional para o ensino de línguas estrangeiras. O professor Carlos Almeida Filho, da Universidade de Brasília, acredita em medidas de curto prazo. Como sugestão, Almeida citou a possibilidade de o Ministério da Educação criar uma coordenação com até três pessoas para ouvir demandas de conselhos de especialistas a serem criados em cada uma das unidades da federação.
O professor Almeida também sugeriu mudanças na avaliação do Exame Nacional do Ensino Médio, o Enem, que possui apenas cinco questões de língua estrangeira. A indicação é de que o exame passe a ser oral, forçando transformações na estrutura curricular das escolas.
"Os deputados foram muito claros em dizer que há problemas conjunturais fortes, que a gente não vai resolver agora. Então, ou nós ficamos paralisados e não fazemos nada ou ficamos fazendo a mesma coisa ou tomamos algumas iniciativas que podem alavancar, enquanto as medidas boas, de fundo conjuntural, vão sendo pensadas e implementadas."
Ano passado, o Brasil perdeu 15 posições no Índice de Proficiência em Inglês avaliado pela Education First, empresa especializada em intercâmbios. Dados da ONG British Council revelam que apenas 5% da população brasileira é fluente em inglês. No caso do espanhol, lei federal de 2005 (Lei nº 11.161/05) falhou na meta de implantar o ensino da língua no ensino médio até 2010. Gretel Fernadéz afirma que o atraso demonstra um ciclo vicioso.
"Aí o aluno termina o ensino médio, vai pra faculdade sem saber língua estrangeira. Entra na faculdade pra fazer letras, já com uma formação ruim, termina a faculdade mal formado e volta, pra dar aula no ensino fundamental, mal formado".
Integrantes da Comissão Especial de reformulação do ensino médio prometeram acrescentar o tema nos debates com outros estados. A partir de abril, a comissão vai organizar seminários estaduais nas unidades de federação e um seminário nacional.
O relatório será apresentado até o final do ano.

De Brasília, Tiago Amate

Fonte: Rádio Câmara

PESQUISAS MOSTRAM QUE EM CADA 50 CRIANÇAS 1 É AUTISTA NOS ESTADOS UNIDOS





Na quarta-feira passada, dia 20/03/2013, o governo dos Estados Unidos  das Americas, divulgou números alarmantes de crianças com autismo.

Uma para cada 50 crianças na idade escolar (entre 6 e 17 anos), um incidência de 2,0%. Os dados vêm de uma pesquisa por telefone feita através do CDC (Centros de Controle e Prevenção de Doenças — em inglês: Centers for Disease Control and Prevention) com 91.642 famílias.

Os números anteriores, divulgados no ano passado (2012), eram de um autista para 88 crianças de oito anos (1,16%). A principal diferença entre os dois estudos é que o anterior, com informações de 2008, considerou dados médicos e escolares, excluindo crianças que não recebiam tratamento ou educação especial.

Neste ano, tem dados vindos dos pais, em entrevista por telefone com famílias de várias regiões dos EUA, entre 2011 e 2012, respondendo questões a respeito de saúde, entre elas, se o filho está no espectro do autismo, e quando foi o diagnóstico.

Outra surpresa da pesquisa foi uma grande quantidade de crianças diagnosticadas depois dos sete anos de idade, considerado tardio. Por outro lado, um número já conhecido foi confirmado: a incidência de autismo em quatro meninos para cada meninas.

O número oficial de prevalência de autismo nos EUA continua sendo de um para 88, mas esta pesquisa com crianças em idade escolar aponta para uma grande possibilidade desse número ser revisto e as pesquisas aprimoradas.


ÍNTEGRAS DOS RELATÓRIOS NOS LINKS ABAIXO:


- Relatório original (em inglês) de 1 para 50: “Changes in Prevalence of Parent-Reported Autism Spectrum Disorder in School-Aged Children: 2007 to 2011-2012”. 









Fonte: 
Escrito por Paiva Junior, editor-chefe da Revista Autismo   
Qua, 20 de Março de 2013 22:23

http://www.revistaautismo.com.br/noticias/ha-1-autista-em-cada-50-criancas-nos-eua/

APROVADA A OBRIGATORIEDADE DE CUIDADOR NAS ESCOLAS REGULARES PARA ALUNOS COM DEFICIÊNCIAS


Alex Canziani considera necessária a presença de um cuidador nas escolas.


Educação aprova cuidador nas escolas para alunos com deficiência


A Comissão de Educação aprovou na quarta-feira (20/03/2013) proposta que torna obrigatória a presença de cuidador em escolas regulares para acompanhar alunos com deficiência, quando necessário. 
A medida está prevista no Projeto de Lei 8014/10, do deputado Eduardo Barbosa (PSDB-MG), que recebeu parecer favorável do relator, deputado Alex Canziani (PTB-PR).
O relator considerou “absolutamente necessária” a presença de um cuidador para garantir a inclusão e a aprendizagem de alguns alunos. “O papel do cuidador é oferecer o acompanhamento individualizado, de forma a viabilizar a mobilidade no ambiente escolar, o atendimento de necessidades pessoais e a realização de outras tarefas que não podem ser prestadas pelo professor”, afirmou Canziani.
O projeto acrescenta um parágrafo à Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB - Lei 9.394/96). De acordo a legislação atual, o ensino especial para alunos com deficiência deve ser oferecido preferencialmente na rede regular de ensino, sendo que a própria LDB já prevê a prestação de serviços de apoio especializado nesses estabelecimentos quando necessário.
Eduardo Barbosa, no entanto, quer deixar explícito na lei a obrigatoriedade da presença de cuidadores.
Tramitação

A proposta tramita em caráter conclusivo e ainda será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

 O texto já havia sido aprovado pela Comissão de Seguridade Social e Família.


Íntegra da proposta:


Fonte: Agência Câmara Notícias

Reportagem – Noéli Nobre
Edição - Daniella Cronemberger


HOJE É ÚLTIMO DIA PARA INSCRIÇÕES DE FILMES PARA O "ANIMA MUNDI 2013"



Anima Mundi é o Festival Internacional de Animação do Brasil.


Um festival que visa informar, formar, educar e entreter utilizando as infinitas possibilidades da linguagem de animação.

Em 2012 o Anima Mundi celebrou o seu 20º aniversário promovendo, além do festival anual no Rio de Janeiro e São Paulo, uma série de atividades que são refletidas nesse website.

Participe do Anima Mundi inscrevendo seu filme, se cadastrando na nossa comunidade virtual e apreciando através de nossas janelas o universo da Animação Internacional.





INSCRIÇÕES ABERTA ATÉ HOJE DIA 25/03/2013 NO LINK:



PARA SE CADASTRA NO LINK:




QUANDO SERÁ:


Rio de Janeiro de 02 à 11 de Agosto de 2013

São Paulo de 14 à 18 de Agosto de 2013



Categoria dos Filmes

De acordo com a ANCINE (Agência Nacional do Cinema), os filmes se dividem em:

Curta-metragem – até 15 a 30 minutos
Média-metragem – 31 a 59 minutos
Longa-metragem – acima de 60 minutos

Porém, em ANIMA MUNDI, consideramos os médias também como curtas-metragens.
Filmes abaixo de 59 minutos são portanto incluídos nas sessões de curtas-metragens, se selecionados. A duração completa do filme precisa contar com os créditos iniciais e finais.

A lista de filmes selecionados será publicada em nosso site no dia 16 de maio e apenas os filmes selecionados receberão instruções a cerca das fases sub-seqüentes do processo de seleção. 
Recebemos uma média de 1500 inscrições a cada ano e, deste total, 400 filmes em média são selecionados. Infelizmente, não dispomos de tempo hábil para que a curadoria se manifeste sobre critérios artísticos de cada animação submetida ao processo de seleção.


Qualquer dúvida pelo email entry@animamundi.com.br 
 Telefone 21 2543 8860
 Rua Elvira Machado, 5, Botafogo, Rio de Janeiro


Fonte: http://www.animamundi.com.br/pt/anima-multi/


sexta-feira, 22 de março de 2013

PROJETO PIONEIRO UNE "NEUROCIÊNCIA À EDUCAÇÃO" EM ESCOLAS BRASILEIRAS

Vídeo extraído da Série da TV Globo "CÉREBRO A MÁQUINA DE APRENDER" , mostrando o Projeto pioneiro que une "NEUROCIÊNCIA E EDUCAÇÃO"  

Publicado em 21/03/2013

Episódio 4: Projeto pioneiro une neurociência à educação em escolas no Brasil.

Mostra o funcionamento do Projeto "Educação para a Vida", que mudou a realidade de alunos do nordeste Brasileiro, funcionando em tempo integral com um curriculum totalmente prático, onde 1.500 alunos recebem aulas extra-curriculares, comprovando que o cérebro aprende por associação, despertando assim o desejo de aprender dos alunos.
Também mostra a construção de uma escola com mega estrutura que está sendo construída na zona rural, que funcionará ao lado de um grande centro de pesquisa na área da neurociência, onde acompanhá a criança desde o seu nascimento, unindo com processo educacional. 


 Assistam:




Fonte:  http://www.youtube.com/watch?v=uDAPYoAKgAI
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