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terça-feira, 29 de abril de 2014

FUNÇÃO DO FONOAUDIÓLOGO NO ÂMBITO ESCOLAR



A atuação do Fonoaudiólogo em fonoaudiologia escolar e/ou educacional contempla as ações de promoção de identificação de características e alterações na área de voz, linguagem, comunicação oral, escrita e de audição, assessoria e orientação, para a melhoria no aprendizado do educandos.

Tem como população-alvo alunos, paisprofessores, gestores, auxiliares de educação e demais profissionais de instituições públicas e privadas,  que atuam no ambiente escolar, conforme prevê a "Classificação Brasileira de procedimentos em fonoaudiologia". 


Assim, a revisão da prática pedagógica a partir desta leitura contribui para a aprendizagem de todos e remete à possibilidade de o fonoaudiólogo integrar a assessoria técnica nas escolas


direito à Educação para todos significa que todos estarão preferencialmente na escola regular, com atendimento as suas necessidades educacionais, sociais e emocionais

O entendimento da transversalidade da educação especial e do atendimento preferencialmente no ensino regular traz para o fonoaudiólogo uma responsabilidade dupla:

1) Auxiliar na melhoria da qualidade de ensino para todos os alunos;

2) Contribuir para a adequação de recursos e apoios que atendam às especificidades de alguns alunos e sustentem seu processo educacional.

A ligação entre a Fonoaudiologia e a Educação pode ser amparada pela Lei nº 6.965 de 9 de dezembro de 1981, que dispõe sobre a regulamentação da profissão de Fonoaudiólogo e, dentre as competências profissionais, determinando que: 

"assessorar órgãos e estabelecimentos públicos, autárquicos, privados ou mistos no campo da Fonoaudiologia, participar da equipe de orientação e planejamento escolar, inserindo aspectos preventivos ligados a assuntos 
fonoaudiológicos".


Considerante que o artigo 4º da Lei 6.965/81 define como uma das competências do Fonoaudiólogo:

“participar da Equipe de Orientação e Planejamento Escolar, inserindo aspectos preventivos ligados a assuntos fonoaudiológicos.”

Atualmente, a Fonoaudiologia tem retomado o lugar que lhe cabe no âmbito educacional, porém com uma visão menos curativa, afastando-se do modelo clínico de atendimento, participando como membro de equipes multi-disciplinares que existem nas escolas, tanto de ensino regular comum quanto especial, na identificação de causas nas dificuldades de aprendizagem, com a preocupação de propor diretrizes para orientação aos sistemas de ensino para a escolarização de alunos, principalmente aqueles com Transtornos Específicos que afetam o processo de aprendizagem como a Dislexia, Discalculia, Disortografia e Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade-TDAH.


RESUMO DAS PRINCIPAIS FUNÇÕES DO FONOAUDIÓLOGO COM OS ALUNOS, COM OS PROFESSORES E COM OS PAIS




Fontes:http://www.fonosp.org.br/wordpress/wp-content/uploads/2010/01/cbp-em-fono1.pdf
http://www.fonosp.org.br/wordpress/wp-content/uploads/2010/04/livro-fonoaudiologia-na-educacao.pdf

quarta-feira, 26 de junho de 2013

DISCALCULIA - ATENÇÃO AOS ALUNOS QUE NÃO APRENDEM MATEMÁTICA


Pais e Professores devem está atentos as crianças que tem dificuldades com cálculos



O tratamento adequado ajuda no entendimento dos cálculos nos estudantes



Se os sintomas abaixo aparecem com muita intensidade, então podemos estar diante de um possível
discalcúlico:

• Dificuldades frequentes com os números, confundindo os sinais: +, -, ÷ e x;
• Problemas para diferenciar o esquerdo e o direito (lateralidade);
• Falta de senso de direção (norte, sul, leste, e oeste) e pode também ter  dificuldade com um compasso.
• A inabilidade de dizer qual de dois números é o maior.
• Dificuldade com tabelas de tempo, aritmética mental, etc.
• Melhor nos assuntos que requerem a lógica, do que nas fórmulas de nível elevado que requerem cálculos mais elaborados;
• Dificuldade com tempo conceitual e elaboração da passagem do tempo;
• Dificuldade com tarefas diárias, como verificar a mudança nos dias da semana e ler relógios analógicos;
• A inabilidade de compreender o planejamento financeiro ou incluí-lo no orçamento estimando, por exemplo, o custo dos artigos em uma cesta de compras;
• Dificuldade mental de estimar a medida de um objeto ou de uma distância (por exemplo, se algo está afastado 10 ou 20 metros);
• Inabilidade de apreender e recordar conceitos matemáticos, regras, fórmulas, e sequências matemáticas;
• Dificuldade de manter a contagem durante jogos;
• Dificuldade nas atividades que requerem processamento de  sequências, tal  como etapas de dança ou leitura, escrita e coisas que sinalizem listas, 
• Pode ter o problema mesmo com uma calculadora devido às dificuldades no processo da alimentação nas variáveis.
• A circunstância pode conduzir, em casos extremos, a uma fobia da matemática e de quaisquer dispositivos matemáticos, como as relações com os números.



Fonte: http://neuropsicopedagogianasaladeaula.blogspot.com.br/2012/09/discalculia.html

sexta-feira, 8 de março de 2013

DISCALCULIA - TRANSTORNO DE APRENDIZAGEM DA MATEMÁTICA - Dicas para a sala de aula

A discalculia é um distúrbio neurológico que afeta a habilidade com números. Sendo um problema de aprendizado independente, mas que pode estar também associado à dislexia

Tal comprometimento faz com que a pessoa se confunda em operações matemáticas, conceitos matemáticos, fórmulas, sequência numéricas, ao realizar contagens, sinais numéricos e até na utilização da matemática no dia-a-dia. Pode ocorrer como resultado de distúrbios na memória auditiva, quando a pessoa não consegue entender o que é falado e consequentemente não entende o que é proposto a ser feito, distúrbio de leitura quando o problema está ligado à dislexia e distúrbio de escrita quando a pessoa tem dificuldade em escrever o que é pedido (disgrafia).



É muito importante buscar auxílio para descobrir a discalculia, ou não, no período escolar quando alguns sinais são apresentados, pois alguns alunos que são discalcúlico, são estigmatizados como desatentos e preguiçosos quando possuem problemas quanto à assimilação e compreensão do que é pedido. É válido ressaltar que o distúrbio neurológico que provoca a discalculia não causa deficiências mentais como algumas pessoas questionam.

O discalcúlico pode ser auxiliado no seu dia-a-dia por uma calculadora, uma tabuada, um caderno quadriculado, com questões diretas e se ainda tiver muita dificuldade, o professor ou colega de trabalho pode fazer seus questionamentos oralmente para que o problema seja resolvido. O discalcúlico necessita da compreensão de todas as pessoas que convivem próximas a ele, pois encontra grandes dificuldades nas coisas que parecem óbvias. Essa má formação neurológica provoca transtornos na aprendizagem de tudo o que se relaciona a números, como fazer operações matemáticas, fazer classificações, dificuldade em entender os conceitos matemáticos, a aplicação da matemática no cotidiano e na sequenciação numérica. Acredita-se que a causa dessa má formação pode ser genética, neurobiológica ou epidemiológica.

Normalmente, crianças e qualquer outra pessoa que possui tal distúrbio apresentam sinais como dificuldade com tabuadas, ordens numéricas, dificuldades em posicionar os números em folha de papel, dificuldade em somar, subtrair, multiplicar e dividir, dificuldade em memorizar cálculos e fórmulas, dificuldade em distinguir os símbolos matemáticos, dificuldade em compreender os termos utilizados. 







Por Ana Lúcia Hennemann e Seilla Carvalho

quarta-feira, 6 de março de 2013

Dislexia, Disortografia, Disgrafia, Discalculia - COMO ENTENDER NO CONTEXTO ESCOLAR


Para melhor entendimento dos chamados "DIS", os profissionais especialistas em NEUROCIÊNCIAS, levantam hipóteses para as dificuldades no contexto escolar,  existindo um entendimento neurológico e evolutivo para cada expressão e seu respectivo significado no enfoque PEDAGÓGICO e FONOAUDIOLÓGICO. 


Como entenderos DIS? Dislexia, Disortografia, Disgrafia, Discalculia...

Vejam a seguir:

 Dislexia


É a incapacidade de processar o conceito de codificar e decodificar a unidade sonora em unidades gráficas, (forma de grafemas) com capacidade cognitiva preservada (nível de inteligência normal). Os disléxicos têm capacidade para aprender todas as funções sociais e até altas habilidades, desde que, bem diagnosticado, seja trabalhado em suas áreas corticais favoráveis e com estratégias e intervenções adequadas. Essa intervenções devem valorizar suas funções viso-motoras, imagens com significado e significante associados a ritmo e memória visual auxiliando sua memória auditiva, para que desenvolva a capacidade por outras rotas (sabido que sua rota fonológica é prejudicada).


Disortografia


Definimos como disortografia, os erros na transformação do som no símbolo gráfico que lhe corresponde. Nem sempre a disortografia faz parte da dislexia e pode surgir nos transtornos ligados á má alfabetização, na dificuldade de atenção sustentada aos sons, na memória auditiva de curto prazo (Déficit de Atenção) e também nas dificuldades visuais que podem interferir na escrita. Quando não estão co-morbidas à Dislexia, o prognóstico é melhor.


Disgrafia


Não se pode confundi-la ou compará-la com disortografia, pois a disgrafia tem características próprias. A criança com disgrafia apresenta uma escrita ilegível decorrente de dificuldades no ato motor de escrever, alterações na coordenação motora fina, ritmo, e velocidade do movimento, sugerindo um transtorno práxico motor (psicomotricidade fina e visual alteradas).

Discalculia


A Discalculia do desenvolvimento é uma dificuldade em aprender matemática, com falhas para adquirir adequada proficiência neste domínio cognitivo, a despeito de inteligência normal, oportunidade escolar, estabilidade emocional e motivação. Não é causada por nenhuma deficiência mental, déficits auditivos e nem pela má escolarização. As crianças que apresentam esse tipo de dificuldade realmente não conseguem entender o que está sendo pedido nos problemas propostos pela professora. Não conseguem descobrir a operação pedida no problema: somar, diminuir, multiplicar ou dividir. Além disso, é muito difícil para elas entenderem as relações de quantidade, ordem, espaço, distância e tamanho. Aproximadamente de 3 a 6% das crianças em idade escolar tem discalculia do desenvolvimento (dados da Academia Americana de Psiquiatria). De um modo geral, o prognóstico das crianças com discalculia é melhor do que as crianças com dislexia, ou pelo menos, elas tem sucesso em outras atividades que não dependam desta área de calculo numérico.



Todo trabalho escolar, da vida acadêmica de uma criança deve ser investigado precocemente, desde seus primeiros momentos em berçários, creches, escolas infantis, pois a detecção de falhas ou inabilidade no seu D.N.P.M. (desenvolvimento neuropsicomotor) será precioso para atendê-la melhor, até seu inicio ao ensino formal, respeitando seu ritmo, mas oferecendo-lhe oportunidade de uma boa intervenção, caso descubra-se precocemente esta falha ou incapacidade.

O pré-diagnóstico no âmbito escolar é excelente para o aluno, para a  escola, para os pais e a sociedade, onde não se atropela o desenvolvimento e nem permite más condutas com gastos desnecessários no futuro.

Todos devem participar desse novo olhar: professores, direção de escola, pais, psicopedagogos, e outros profissionais envolvidos direta ou indiretamente na alfabetização.


BIBLIOGRAFIA: Lana Cristina de Paula Bianchi- Fonoaudióloga, Pedagoga, Psicopedagoga, Atuaçao em Neurociencias em Crianças e Adultos na FAMERP- FUNFARME- Sao Jose Rio Preto- SP- Especialista em linguagem no Projeto Gato de Botas- Disturbios de Aprendizagem;www.projetogatodebotas.org.br; CRFa: 2907- 1982- PUCC- Campinas-SP- Profa na Disciplina de Psicologia-UNILAGO- São Jose Rio Preto-SP- Linguagem e Cogniçao- 2010- Orientadora em monografias no curso de pos-graduaçao de Psicopedagogia- Famerp- 2010- Campo de pesquisa: Linguagem infantil e adulto-

Vera Lucia de Siqueira Mietto, Fonoaudióloga, Psicopedagoga, Neuropedagoga e Tutora EAD do www.chafic.com.br e www.ceitec.com.br  em Neurociencias, Dislexia e TDAH e docente da UNICEAD na pós graduação de Monte Claros-MG.

Fonte: http://neuropsicopedagogianasaladeaula.blogspot.com.br/
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