Fonte: Ministério da Saúde
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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015
terça-feira, 17 de dezembro de 2013
SUS CRIA CARTILHA PARA IDENTIFICAÇÃO PRECOCE DE AUTISMO
O diagnóstico de crianças que nascem com a "Síndrome do Espectro Autistas"
tem alternado a cada ano.
tem alternado a cada ano.
Basta observarmos o quadro acima para fazer essa comparação.
O Ministério da Saúde lançou no dia 02/04/2013 uma Cartilha afim de esclarecer as diretrizes para o diagnóstico e o tratamento do Autismo no Brasil, no âmbito do SUS (Sistema Único de Saúde), para ajudar na identificação precoce do problema em crianças com até três anos de idade.
Mais de 100 mil exemplarem estão sendo distribuídos em todo Brasil, no primeiro momento para médicos e profissionais de saúde do SUS, que traz uma tabela com desenvolvimento infantil e sinais de alerta que ajudará aos profissionais da saúde na identificação mais precisa do Autismo.
Página de cartilha sobre autismo lançada pelo
Ministério da Saúde
(Foto: Divulgação/Ministério da Saúde)
A descoberta precoce do Transtorno do Espectro do Autismo (TEA, como é chamado) é importante para o tratamento e o desenvolvimento da criança, já que facilita na hora de dar o atendimento correto para ela, pondera o ministério.
Portanto, após feito o diagnóstico por um médico, o tratamento dos casos menos graves passa a ser direcionado para centros específicos de atenção a pessoas com deficiência, os chamados CER, informa o Ministério da Saúde.
Até então, pessoas com autismo acabavam sendo tratadas nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps).
Existem 22 CER em construção em todo o Brasil, além de 23 em habilitação e 11 convênios para qualificar entidades que já funcionam, diz o ministério.
A pasta ressalta que a mudança é importante para dar um atendimento mais específico e focado às pessoas com autismo.
Outra novidade é que o Ministério da Saúde, através do SUS, vai disponibilizar questionários e estudos gratuitamente para os médicos para facilitar o diagnóstico do autismo, sem que eles tenham que pagar pelo uso destes novos documentos.
Boa parte dos questionários usados até então para o diagnóstico provia de instituições de ensino, como universidades estrangeiras, que cobram pelos direitos de uso dos documentos.
Para o secretário de atenção à Saúde, as novas diretrizes trazem a possibilidade de definir melhor a forma de tratamento, respeitando a singularidade e a especificidade de cada paciente, ressaltou ele em uma nota divulgada pelo Ministério da Saúde.
http://www.arenapolisnews.com.br/noticia.php?cod=365995
quinta-feira, 4 de abril de 2013
AUTISTAS TERÃO DIREITOS SOCIAIS REFORÇADOS A PARTIR DE AGORA
Diagnóstico precoce é fundamental para o desenvolvimento do Autista
02/04/2013 15:00 - Portal Brasil
Lançamento da Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista marca o "Dia Mundial de Conscientização do Autismo", nesta terça-feira (02).
Uma "Cartilha" para orientar profissionais de saúde no diagnóstico da doença também foi lançada.
A Lei nº 12.764, que institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (TEA), foi publicada no final de 2012 e lançada nesta terça-feira (02/03).
Entre os destaques da Política está a participação da comunidade na formulação das políticas públicas voltadas para os autistas, além da implantação de centros de assistência, acompanhamento psicossocial e avaliação do atendimento na rede pública de saúde.
O lançamento da Política marca o "Dia Mundial de Conscientização do Autismo", comemorado nesta terça-feira (02/03/2013). A data foi instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2007 para esclarecer, informar e chamar a atenção da sociedade para as pessoas que têm a doença.
O documento determina que sejam reforçados, em todo País, os serviços de saúde que oferecem diagnóstico precoce da doença, incluindo o atendimento multiprofissional, a nutrição adequada, terapias e medicamentos.
A facilitação e estruturação do acesso à educação e ao ensino profissionalizante, à moradia, ao mercado de trabalho e à previdência e assistência social são outros pontos listados na Política.
Para cumprimento destas diretrizes, o poder público poderá firmar contratos e convênios com instituições especializadas. Em casos de comprovada necessidade, o autista que estuda em classes de ensino regular, terá direito a acompanhante especializado durante as atividades realizadas no ambiente escolar.
As medidas irão beneficiar, segundo o IBGE, cerca de dois milhões de autistas, que já gozam de outros direitos voltados às pessoas com deficiência.
Todas as ações estão alinhadas com o Plano Viver sem Limite, que somente no ano passado investiu R$ 891 milhões na saúde da pessoa com deficiência. Até 2014 a previsão é de que R$ 1,4 bilhão seja investido.
O autismo acomete mais os meninos do que as meninas.
Os sintomas podem aparecer nos primeiros meses de vida, mas dificilmente são identificados precocemente.
O mais comum é os sinais ficarem evidentes antes de a criança completar três anos.
De acordo com o quadro clínico, eles podem ser divididos em 3 grupos:
1) ausência completa de qualquer contato interpessoal, incapacidade de aprender a falar, incidência de movimentos estereotipados e repetitivos, deficiência mental;
2) o portador é voltado para si mesmo, não estabelece contato visual com as pessoas nem com o ambiente; consegue falar, mas não usa a fala como ferramenta de comunicação (chega a repetir frases inteiras fora do contexto) e tem comprometimento da compreensão;
3) domínio da linguagem, inteligência normal ou até superior, menor dificuldade de interação social que permite aos portadores levar vida próxima do normal.
Diagnóstico
A doença não tem cura, mas o trabalho de estimulação, o uso de medicação e a interação são maneiras de desenvolvimento do paciente, desde criança até a fase adulta. Entre os motivos mais comuns que levam os pais a buscarem ajuda médica estão o constante olhar fixo do bebê e a falta de interesse por outras crianças.
O tratamento e o diagnóstico errados fazem com que a criança seja pouco estimulada e perca a capacidade de se desenvolver. Vale lembrar que, embora haja dificuldade de interação, a fala e a inteligência permanecem estáveis.
O psiquiatra da Infância e da Adolescência, Marcelo Borges, explica que esta é uma doença que atinge principalmente a comunicação. “O autismo se caracteriza quando a pessoa tem muita dificuldade de socialização, de interagir com outras pessoas e fica muito isolada, em uma visão de mundo só dela. Hoje se sabe que é, basicamente, uma doença genética. Talvez influenciada por uma colaboração do ambiente onde ela vive, mas com base genética”, define o médico.
Orientação para o diagnóstico
O tratamento precoce da doença é importante para o desenvolvimento do paciente, por isso, o Ministério da Saúde também lançou nesta terça-feira (02/03/2013) uma cartilha que orienta profissionais de saúde no diagnóstico. “Com o diagnóstico precoce, até os 3 anos de idade, é mais fácil encaminhá-la para o atendimento adequado oferecido pelo Sistema Único de Saúde”, destaca o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
O Ministério irá disponibilizar para os profissionais instrumentos de uso livre (sem obrigatoriedade do pagamento de direitos autorais) para o rastreamento/triagem de indicadores de desenvolvimento que possam diagnosticar o Transtorno.
Tratamento
O grau de intensidade do transtorno é que irá definir o tratamento dos pacientes. Aqueles com menor intensidade deverão ser tratados nos Centros Especializados de Reabilitação (CER) do SUS.
Hoje existem no País 22 CER em construção, 23 em habilitação e 11 convênios de qualificação para que entidades que já funcionam, passem a funcionar como CER. Já os pacientes com uma intensidade maior do transtorno serão encaminhados para os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS).
Os Centros oferecem serviços de atenção à saúde mental e estão instalados em mais de 1900 municípios, são abertos para a comunidade e oferecem atendimento diário gratuito com psiquiatria, fonoaudiólogo, terapia ocupacional, além de outros especialistas.
Como não existe tratamento padrão para a doença, os pacientes têm acompanhamento individual, de acordo com as necessidades e deficiências.
Os tratamentos são realizados por equipes multidisciplinares e vão desde terapia ocupacional e psicoterapia, até a medicação com antipsicóticos, nos casos de pacientes mais graves.
Como lidar com o autista?
Ter em casa uma pessoa com formas graves de autismo pode representar um fator de preocupação para toda a família. Por isso, todos os envolvidos precisam de atendimento e orientação especializados.
É fundamental que se estimule o autista com algum tipo de comunicação com o autista e, como o paciente têm dificuldade de lidar com mudanças, por menores que sejam, é importante manter algumas rotinas.
Histórico do TEA
O autismo, definido em 1943 pelo psiquiatra austríaco, Leo Kanner, é um transtorno que compromete a capacidade de comunicação e desenvolvimento de relações sociais do indivíduo, que passa a se comportar de modo compulsivo e ritualista.
É diferente de retardo mental ou da lesão cerebral, embora algumas crianças com autismo também tenham essas patologias.
Os especialistas ainda não sabem explicar a grave dificuldade de relacionamento desses indivíduos.
Plano Viver sem Limite
Em 2011 foi lançado o "Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência - Viver sem Limite" - com o objetivo de promover a cidadania, a autonomia e o fortalecimento da participação da pessoa com deficiência na sociedade, eliminando barreiras e permitindo o acesso aos bens e serviços disponíveis a toda a população.
Desde então, o País tem promovido diversas ações estratégicas em educação, saúde, inclusão social e acessibilidade.
quinta-feira, 14 de março de 2013
PROJETO DE LEI Nº 247/2012 PREVINE USO DE PSICOFÁRMACOS EM CRIANÇAS E ADOLESCENTES
Campanhas deverão alertar sobre uso excessivo de psicofármacos em menores
Gorette Brandão
A prevenção do uso indiscriminado, desnecessário ou excessivo de psicofármacos em crianças e adolescentes deve passar a fazer parte dos temas das campanhas de educação sanitárias promovidas pelo poder público. Essa determinação deverá ser incluída no Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8.069/1990), como previsto em projeto (PLS 247/2012) aprovado pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS) nesta quarta-feira (13). Psicofármacos são medicamentos que agem nos distúrbios psiquiátricos.
A proposta apresentada pela senadora Ângela Portela (PT-RR) tinha ainda por objetivo proibir a indicação médica "indiscriminada, inadequada, desnecessária ou excessiva" de psicofármacos para menores. A necessidade da prescrição, segundo o texto original do projeto, teria que ser comprovada, de acordo com protocolos clínico-terapêuticos aprovados pelo Ministério da Saúde.
Embora concordando com a autora do projeto quanto ao problema do uso indiscriminado desse tipo de medicamento em crianças e adolescentes, que tem tido crescimento “vertiginoso” como observou em seu relatório da matéria, o senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) optou por manter apenas a orientação para a realização das campanhas de prevenção.
Entre os motivos para rejeição dos demais dispositivos do projeto original, ele alegou que a simples proibição, desacompanhada de medida punitiva, seria inócua. Além disso, ele salientou que a prescrição de medicamentos, em geral, e de psicofármacos, em particular, já está regulada por outros instrumentos legais.
O senador Paulo Davim (PV-RN) avaliou que, no formato original, de fato o projeto poderia gerar “mais uma lei sem aplicabilidade”. Segundo ele, seria muito difícil determinar se a prescrição do medicamento foi “inadequada”.
A proposta segue para a Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) onde receberá decisão terminativa.
Fonte: Agência Senado
http://www12.senado.gov.br/noticias/materias/2013/03/13/campanhas-deverao-alertar-sobre-uso-excessivo-de-psicofarmacos-em-menores
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