domingo, 15 de dezembro de 2013

CAMINHO PARA AJUDAR CRIANÇAS COM DISLEXIA


Imagem mostra que a dislexia é causada, principalmente, por falhas na conexão da parte do cérebro que decodifica os fonemas e da que analisa as representações Bart Boets.


Falha de conexão entre partes do cérebro é a causa da dislexia

O GLOBO
06/12/2013 - 10h16

LOVANIA - Cerca de 10% da população mundial tem dificuldade para processar a linguagem escrita e falada, o que, consequentemente, gera problemas no aprendizado.
 Até o momento, cientistas costumavam achar que o distúrbio, 
chamado dislexia,
 seria derivado de um problema na codificação dos sons.
 No entanto, estudo belga publicado na revista Science apontou que defeitos na conexão entre partes do cérebro seria sua
 principal causa.

Para chegar ao resultado, a equipe liderada pelo pesquisador Bart Boets, da Universidade de Lovaina, na Bélgica, estudou o funcionamento do cérebro de 22 adultos saudáveis e 23 disléxicos por ressonância magnética. Os cientistas utilizaram duas técnicas para tentar mapear as principais diferenças entre as funções dos nervos cerebrais nos dois grupos enquanto respondiam a alguns estímulos de fala.

As representações fonéticas são a forma como os sons básicos de uma linguagem nativa são categorizados no cérebro, e foram o foco do primeiro teste. Para a surpresa dos pesquisadores, o cérebro dos dois grupos não apresentou diferença, o que demonstra que as representações dos disléxicos eram perfeitas.

Em compensação, quando o teste focou na ligação entre as áreas do cérebro, os pesquisadores descobriram que a conectividade estrutural e funcional entre o córtex auditivo bilateral e o giro frontal inferior do hemisfério esquerdo - uma região envolvida no processamento de fonemas - era significativamente prejudicada em quem sofria do distúrbio.

Quanto pior a conexão, pior o indivíduo conseguia ler, escrever e realizar outros testes. O resultado sugeriu que o acesso deficiente às representações fonéticas, e não a qualidade dessas representações, seria o centro da dislexia.

Uma metáfora relevante pode ser a comparação com uma rede de computadores. Nós mostramos que a informação, os dados, está intacta no servidor, mas a conexão para acessar essas informações é muito lenta ou degradada, escreveu Boets no artigo.

Apesar da descoberta significativa, o líder da pesquisa afirmou que ainda é muito cedo para dizer quais serão os desdobramentos, já que o estudo foi realizado em adultos e a dislexia normalmente começa na infância. Segundo ele, é possível que as representações, que estavam perfeitas no momento do teste, tenham levado mais tempo para se estabelecer e que os resultados fossem diferentes se feitos com as mesmas pessoas durante a infância.

O artigo ressalta, ainda, que pesquisas e tratamentos com base na dificuldade das representações fonéticas não devem ser abandonados.

Os resultados dos participantes disléxicos revelam que eles possuem grande dificuldade no domínio de fonemas tradicionais, inclusive de consciência fonológica, memória verbal de curto prazo e acesso léxico. Ainda assim as nossas imagens neurológicas sugerem que não é um déficit na representação que caracteriza a dislexia. Ao invés disso, é uma disfunção na conexão da linguagem frontal e temporal que impede o acesso eficiente das representações dos sons, o que dificulta a habilidade de manipulá-las fluentemente.


O melhor caminho para ajudar crianças com dislexia, diz Boets,
 continua sendo instruções sobre a correspondência entre 
os fonemas e as letras do alfabeto.


Extraído de http://moglobo.globo.com/integra.asp?txtUrl=%2Fsaude%2Ffalha-de-conexao-entre-partes-do-cerebro-a-causa-da-dislexia-10984385

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

ESCOLA INCENTIVA OS ALUNOS TECNOLÓGICOS





Oficina de geniozinhos

Colégio transforma estudantes fanáticos por tecnologia em jovens inventores

por Renan França 
07 de Março de 2012


Desde criança, o fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, teve a chance de materializar seu fascínio pela tecnologia nas aulas de informática da escola que frequentava

Com tal incentivo, inventou um sistema rudimentar de troca de mensagens e jogos para computador, antes de criar o mais popular site de relacionamento do mundo, quando tinha 19 anos. 


É uma história de sucesso que dificilmente aconteceria por aqui, pelo simples fato de que a imensa maioria de nossas instituições de ensino não está preparada para reconhecer nem para desenvolver o potencial empreendedor e científico dos alunos. 


Alguns colégios do Rio têm procurado sanar essa deficiência com oficinas de tecnologia, focadas em robótica, computação e eletrônica. Na maioria dos casos, isso rende poucos frutos concretos e se transforma em mais um passatempo, como as classes de judô ou balé.


Em outros, vira coisa séria. Foi o que aconteceu na Escola Israelita A. Liessin. Ali, criou-se uma pequena usina de geniozinhos , feito comprovado por sucessivos prêmios.


O último deles foi o Inovar para Crescer, da Associação Comercial do Rio, concedido a um grupo de adolescentes que inventou uma bengala eletrônica para deficientes visuais. Dotada de sensores e de um alarme, a engenhoca avisa quando detecta obstáculos localizados a até 2 metros de distância. 



“Estamos um século atrasados no ensino de ciência e tecnologia.
A situação só mudará quando as escolas conseguirem estimular a criatividade de seus alunos, como o Liessin tem feito”,
afirma Edson Borba, coordenador do Inovar.



As invenções que saem das oficinas da escola israelita de Botafogo não brotam do nada.

A ideia da bengala, por exemplo, nasceu de uma visita a um asilo de idosos. Ao ver vários dos internos com dificuldade de locomoção por problemas de visão, um grupo de seis jovens fanáticos por computadores, com idade entre 12 e 14 anos, decidiu fazer o artefato. “Foi muito bom criar algo que pode ajudar os outros”, diz o estudante Fernando Fulkman, um dos inventores do equipamento. Da mesma linha de montagem já saíram traquitanas como um par de óculos de natação que mostram na própria lente a velocidade e a distância percorrida e uma placa eletromagnética que gera energia ao ser pisada - o objetivo é instalá-la no assoalho de áreas de grande circulação. 

“Jovens que participam de projetos de iniciação científica têm maior capacidade para resolver problemas e desafios lógicos que aqueles que recebem educação convencional”
 aponta Rafael Bronz, coordenador das oficinas do Liessin. 


“É essa parcela de estudantes que, no futuro, canaliza sua criatividade para invenções que trazem o progresso.”

Exatamente como aconteceu com Zuckerberg e tantos outros gênios da tecnologia.


Extraido de http://vejario.abril.com.br/edicao-da-semana/alunos-escola-israelita-678418.shtml


quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

ESCOLHA DA MELHOR ESCOLA PARA SEU FILHO

Para começar, desista de encontrar a melhor escola ou a escola mais "forte", como dizem alguns.
 
Os especialistas simplesmente garantem que ela não existe! 


"O que existe são escolas que priorizam o conteúdo e escolas 
que privilegiam as atividades que estimulam a curiosidade, 
o gosto pelo saber, a cidadania e o pensamento autônomo",
 diz a psicopedagoga Glaura Fernandes. 

Mas todas têm de cumprir o currículo mínimo determinado pelas políticas educacionais do país, diz a folha on line.


Texto publicado na Folha de São Paulo de 29 de novembro de 2013, de Érica Fraga, com entrevista do pesquisador e  professor de educação da  UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) José Francisco Soares, que na sua opinião:

"Pais não devem escolher escola só com base no Enem"


Para José Francisco Soares, família é mais importante que colégio para desempenho de aluno.


A posição de uma escola no ranking do Enem não deve ser o principal fator considerado pelos pais ao decidir onde matricular os filhos.


Para o pesquisador, há muitas escolas que tentam se apropriar da importância preponderante da família para o desempenho dos alunos.

De acordo com Soares, "os fatores que estão fora da escola respondem por mais de 70% do desempenho" dos estudantes.


Folha - O Enem deve ser usado para comparar escolas?

José Francisco Soares - Eu acho que os resultados da Prova Brasil, do Enem são importantes porque mostram que há alunos que aprenderam e outros que não aprenderam. Esse retrato é muito importante. Entretanto, o que não é correto é você atribuir apenas à escola o bom desempenho do aluno. Não é correto a escola não reconhecer a importância da família.


Folha - Suas pesquisas mostram que as características pessoais e da família respondem por fatia grande do desempenho dos alunos, certo?

José Francisco Soares - Exato. O que a criança leva de casa é muito mais determinante do que o que a escola consegue acrescentar. Quem não tem uma boa escola pode não avançar. Mas as escolas não podem riscar a contribuição das famílias. Os números e os resultados variam, mas se você pega o aluno sem fazer nenhuma consideração, os fatores que estão fora da escola respondem por mais de 70% de seu desempenho.


Folha - Se uma criança de família com alta escolaridade for para uma escola ruim, terá o mesmo resultado do que se tivesse ido para uma escola boa?

José Francisco Soares - Não, porque também importa com quem essa criança vai conviver. Se ela fosse para uma escola pública de baixa qualidade, não perderia seu capital cultural, mas, como iria conviver com pessoas que levam menos, seus resultados seriam puxados para baixo. Ou seja, a contribuição do grupo de alunos para o desempenho de um deles também é relevante.
Parte do sucesso das escolas que ficam muito bem nos rankings não é o sucesso pedagógico. É o sucesso na atração do aluno com grande potencial de aprendizagem.


Folha - E qual fator pesa mais?

José Francisco Soares - Essas escolas são melhores no marketing do que pedagogicamente. Isso não quer dizer que não sejam boas pedagogicamente. Elas têm tudo muito bem estruturado, coordenador pedagógico que sabe o que está falando, professores muito qualificados. Isso tudo é correto, mas não elimina a enorme vantagem que ela tem por ser bem-sucedida na seleção dos alunos.
A crítica ao ranking é que ele elimina algo que está na escola, mas veio da família e de que a escola se apropriou indevidamente.


Folha - O que a família deve buscar dentro de suas possibilidades? Como deve escolher a escola dos filhos?

José Francisco Soares - A primeira coisa é que ela perceba que tem muitas opções. A posição das escolas nos rankings é importante, mas não é o elemento que deve predominar. Em primeiro lugar, porque a diferença de desempenho entre as boas escolas é muito pequena.
Além disso, a condição em que algumas dessas escolas se encontram é fruto de políticas detestáveis, que não são educacionais. A política de você atrair só o bom aluno é detestável socialmente.
A outra coisa que precisa ser considerada é que, obviamente, há muitos alunos acima assim como muitos alunos abaixo da média da escola. Acho que é importante que a família procure saber que notas tiraram os alunos da escola que têm os piores resultados.
Com essa informação, você consegue se perguntar: e se meu filho for pior nessa escola?


Folha - As escolas que vão bem nos rankings colocam um foco muito grande no desempenho dos alunos?

José Francisco Soares - Sim, essas escolas só veem o desempenho do aluno. Seria importante que olhassem outras competências. E os pais precisam saber o que querem para a educação dos filhos. Se a família quer que o filho tenha um sentimento de empreendedorismo, uma escola com foco muito grande em desempenho pode ser ruim para essa dimensão.


Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidiano/141279-pais-nao-devem-escolher-escola-so-com-base-no-enem-diz-pesquisador.shtml

AUTISTAS E PORTADORES DE DEFICIÊNCIA TEM ISENÇÃO DE IPI E IOF




As pessoas Portadoras do Espectro Autista 
e os Portadores de Deficiência (física, visual, mental severa ou profunda), 
tem direito a isenção de IPI e IOF, 
com amparo legal. 


QUEM PODE REQUERER


As pessoas portadoras de deficiência física, visual, mental severa ou profunda, ou autistas poderão adquirir.

A condição de pessoa portadora de deficiência mental severa ou profunda, ou a condição de autista, será atestada conforme critérios e requisitos definidos pela Portaria Interministerial SEDII/MS nº 2, de 21 denovembro de 2003.



UTILIZAÇÃO DA ISENÇÃO DO IPI


O benefício poderá ser utilizado uma vez a cada 03 (três) anos, sem limites do número de aquisições.

A aquisição do veículo com o benefício fiscal por pessoa que não preencha as condições estabelecidas na Instrução Normativa SRF n° 375/03, assim como, a utilização do veículo por pessoa que não seja o beneficiário portador de deficiência, salvo a pessoa por ele autorizada, sujeitará o adquirente ao pagamento do tributo dispensado, acrescido de juros e multa, nos termos da legislação vigente, sem prejuízo das sanções penais cabíveis.

A isenção do IPI para deficientes não se aplica às operações de arrendamento mercantil (leasing).

O IPI incidirá normalmente sobre quaisquer acessórios opcionais que não constituam equipamentos originais do veículo adquirido.



UTILIZAÇÃO DA ISENÇÃO DO IOF


São isentas do IOF as operações financeiras para aquisição de automóveis de passageiros de fabricação nacional de até 127 HP de potência bruta para deficientes físicos. Atestadas pelo Departamento de Trânsito onde residirem em caráter permanente, cujo laudo de perícia médica especifique o tipo defeito físico e a total incapacidade para o requerente dirigir veículos convencionais.

A Isenção do IOF poderá ser utilizado uma única vez.



PRAZO DE UTILIZAÇÃO DO BENEFÍCIO

O benefício somente poderá ser utilizado uma vez a cada três anos, sem limite do número de aquisições. 



DOCUMENTAÇÃO NECESSÁRIA


1) Requerimento ( Anexo I da IN 375/03 ), em três vias originais, dirigido ao Delegado da Delegacia da Receita Federal (DRF) ou ao Delegado da Delegacia da Receita Federal de Administração Tributária (Derat) da jurisdição do contribuinte; 

2) Declaração de Disponibilidade Financeira ou Patrimonial do portador de deficiência ou autista, apresentada diretamente ou por intermédio de representante legal, na forma do Anexo II da IN 375/03, compatível com o valor do veículo a ser adquirido;

3) Laudo de Avaliação, na forma dos Anexos VII, VIII ou IX, emitido por serviço médico oficial da União, Estados, Distrito Federal ou Municípios ou por unidade de saúde cadastrada pelo Sistema Único de Saúde (SUS);

4) Para Isenção de IOF declaração sob as penas da lei de que nunca usufruiu do benefício;

5) Certificado de Regularidade Fiscal ou Certidão Negativa de Débitos expedida pelo Instituto Nacional de Seguridade Social - INSS ou ainda declaração do próprio contribuinte de que é isento ou não é segurado obrigatório da Previdência Social; 

6) Cópia da Carteira de Identidade do requerente e/ou do representante legal; 

7) Cópia da Carteira Nacional de Habilitação do adquirente ou do condutor autorizado.

Certidão Negativa da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional - PGFN. 


OBSERVAÇÕES

1) Caso o portador de deficiência, beneficiário da isenção, não esteja capacitado para dirigir, o veículo deverá ser dirigido por condutor autorizado pelo requerente, conforme identificação constante do Anexo VI da IN 375/03, que deve ser apresentada com a documentação acima. 

2) Para fins de comprovação da deficiência poderá ser aceito laudo de avaliação atestando a existência e o tipo de deficiência, obtido junto ao Departamento de Trânsito (Detran). 

3) Na hipótese de emissão de laudo de avaliação por clínica credenciada pelo Detran ou por unidade de saúde cadastrada pelo SUS, deverá ser indicado no próprio laudo o ato de credenciamento junto ao Detran ou o número do cadastro no SUS.


Extraído de http://corautista.org/ 

DATAS COMEMORATIVAS DO MÊS DE DEZEMBRO





Fonte:  http://recado.info/datas






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