segunda-feira, 29 de julho de 2013

DICA CULTURAL: EXPOSIÇÃO “Pioneiros & Empreendedores - A Saga do Desenvolvimento no Brasil”

Período de 6 de junho a 4 de agosto de 2013

Centro Cultural Palácio da Justiça

No domingo, dia 28 de julho, levei Jorge Lucas para visitar a Exposição. 

Aprendemos um pouco mais sobre a história econômica, política e social do Brasil, desde a época do Império (Monarquia, República, Era Vargas) até os dias atuais (Brasil Contemporâneo), onde relata a trajetória dos pioneiros do empreendedorismo brasileiros, daqueles que participaram ativamente das mudanças e do desenvolvimento do País. 

Foi uma verdadeira aula de história, na qual podemos interagir, através da tecnologia com as máquinas, para o conhecimento, ficando livre para escolher o tema que mais nos interessa aprender.

Uma questão que a Exposição deixa para reflexão:

"QUAL A JUVENTUDE MAIS DESAFIADA: A DO SÉCULO ANTERIOR OU A QUE HOJE SE EMPENHA NA CONSTRUÇÃO DO FUTURO?"

Vejam alguns trechos do que vimos:



“Pioneiros & Empreendedores: A Saga do Desenvolvimento no Brasil” é uma exposição que reflete as preocupações que embasaram mais de dez anos de pesquisas realizadas na Universidade de São Paulo, sob a coordenação de Jacques Marcovitch, referentes aos empreendedores que foram pioneiros em diferentes campos profissionais e influenciaram de forma decisiva a história do Brasil



A publicação de uma trilogia que aborda a trajetória de 24 empresários descortina um cenário que desvela rotas e percursos labirínticos e entrelaça os mais distintos empreendimentos, cujo legado é perceptível nos dias de hoje, apontando para uma pedagogia empreendedora, que articula trabalho, percepção de contexto, busca de inovação e aventura.



A construção histórica inerente a essa trilogia privilegiou em seu primeiro volume as biografias dos Prado, Nami Jafet, Francisco Matarazzo, Ramos de Azevedo, Jorge Street, Roberto Simonsen, Julio Mesquita e Leon Feffer, evidenciando a expressão paulista nas questões de desenvolvimento do país. Já no segundo volume, esse recorte se amplia também para outras regiões brasileiras,a partir das histórias de vida do Barão de Mauá, Luiz de Queiroz, Attilio Fontana, Valentim dos Santos Diniz, Guilherme Guinle, Lafer-Klabin, José Ermírio de Moraes e Gerdau-Johannpeter. O terceiro volume apresenta as trajetórias de Herman Lundgren, Luiz Tarquínio, Bernardo Mascarenhas, Delmiro Gouveia, Roberto Marinho, Augusto Trajano de Azevedo Antunes, Samuel Benchimol e Edson Queiroz, confirmando que o pioneirismo empresarial no Brasil não se restringiu a limites regionais.



Projeto de pesquisa consolidado em três volumes que trazem análises de personagens do mundo empresarial brasileiro. Além do material publicado, foram realizados três seminários. Depoimentos de especialistas, colegas e descendentes dos 24 biografados enriquecem as histórias contadas, apontando perspectivas para o entendimento das trajetórias dessas pessoas que construíram as bases da indústria e economia brasileiras. 

• Pesquisa iconográfica que contou com o envolvimento e colaboração dos centros de memória empresariais, de acervos privados e da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo. 

• Recorte regional das atividades empresariais no Brasil dos Pioneiros que atuaram em vários estados. Este recorte tem como base o lugar onde o Pioneiro é reconhecido pela sua ação, bem como outros locais onde também teve influência significativa. 



Do ponto de vista educacional, as ações educativas estarão pautadas no pioneirismo como um valor e dessa memória como patrimônio

As mediações terão como base a aproximação das estratégias criadas pelos pioneiros para enfrentar e superar situações adversas e garantir a continuidade de seus empreendimentos. 



Portanto, cabe destacar nas ações educativas,a capacidade antecipatória presente nas diversas trajetórias dos empreendedores; a leitura de contexto que orientou ações pioneiras; a percepção de tendências; os mecanismos produzidos para superação de situações de crise; a inovação; o impacto social proporcionado pelo pioneirismo empreendedor ao longo da história brasileira.


Objetivos

- Enfatizar o pioneirismo como valor para a sociedade contemporânea.
- Ressaltar a importância da preservação da memória dos pioneiros
- Atualizar o sentido de pioneirismo empreendedor nos dias atuais. 
- Promover a percepção da relação recíproca entre trabalho e visão pioneira. 
- Aproximar a pedagogia empreendedora de um público amplo, em especial o segmento juvenil-universitário. 
- Mediar o conteúdo expositivo junto ao público visitante de modo adequado a cada faixa de idade. 
- Ampliar a reflexão acerca dos conceitos organizadores da exposição e de seus conteúdos, por meio de oficinas, seminários e publicações.




Local da Exposição em Manaus


Centro Cultural Palácio da Justiça

Av. Eduardo Ribeiro, 833 – Centro - Manaus/AM 

De 3ª a sábado, das 10h às 17h. Domingo, das 17h às 21h 

Entrada gratuita 



MAPA DA EXPOSIÇÃO



"Uma visão de futuro inspirada nos pioneiros do empreendedorismo deve animar o esforço daqueles que buscam mudanças estruturais e soluções para os problemas mais dramáticos e ainda persistentes."

Pioneiros & Empreendedores: A Saga do Desenvolvimento do Brasil. Jacques Marcovitch, vol 1, p. 288


FONTE: http://pioneiroseempreendedores.com.br/

INSTRUÇÕES PARA PAIS E PROFESSORES DE CRIANÇAS COM TRANSTORNO DO DESENVOLVIMENTO DA COORDENAÇÃO (TDC)


Apresento à vocês, algumas sugestões que achei preciosas para crianças com dificuldades ou atraso na coordenação motora, que chamam de 
"TRANSTORNO DO DESENVOLVIMENTO DA COORDENAÇÃO (TDC)"
onde acredito, poderá ajudar bastante para acelerar, e mesmo, correção desse atraso motor.



Existem pequenas modificações que podem tornar a vida da criança com TDC mais fácil. 



O Transtorno do Desenvolvimento da Coordenação (TDC) é um transtorno da habilidade motora que interfere com a habilidade da criança para desempenhar muitas das tarefas que são exigidas no dia-a-dia. Crianças com TDC formam um grupo heterogêneo. Cada uma pode apresentar variedade diferente de problemas. 

Professores e pais, que estão com a criança todos os dias, podem ser os primeiros a notar as dificuldades funcionais que a criança está apresentando. É importante que ela seja examinada pelo médico, enquanto ainda pequena, para excluir a possibilidade de outras razões médicas para o desajeitamento motor.

Crianças com TDC que não são identificadas como tal experimentam fracasso e frustração, e são, muitas vezes, percebidas como preguiçosas ou desmotivadas. Essas crianças podem desenvolver complicações secundárias, como dificuldades de aprendizagem e problemas emocionais, sociais e de comportamento. 



Aqui vão algumas idéias que podem ser úteis:


Em Casa 


1. Encoraje a criança a participar de jogos e esportes que sejam interessantes para ela e que dêem oportunidade para praticar e se expor a atividades motoras. Devem-se enfatizar atividades físicas e de divertimento, em vez de proficiência e competição. 

2. Tente introduzir a criança, individualmente, em atividades esportivas novas ou ao novo parquinho, antes de ela ter que lidar com essas mesmas atividades em situação de grupo. Tente rever as regras e rotinas relacionadas a cada atividade (ex.: regras de futebol ou do basquetebal) em um momento em que a criança não esteja concentrada nos aspectos motores. Faça perguntas simples à criança, para garantir compreensão (ex.: "O que você deve fazer para chutar a bola?").  Aulas individuais podem ser úteis em certos momentos para ensinar habilidades específicas à criança.

3. A criança pode mostrar preferência por esportes individuais (ex.: natação, corrida, bicicleta, patins) ou obter melhor desempenho neles, em vez de esportes de grupo. Se esse for o caso, então tente encorajar a criança a interagir com colegas em outras atividades nas quais ela tenha chance de obter sucesso (ex: escotismo, música, teatro, ou artes). 

4. Encoraje a criança a ir para a escola com roupas que sejam fáceis de vestir e retirar.Por exemplo: calças de elástico e camiseta de malha, calça de malha ou lycra, suéter e tênis com velcro. Quando possível, use fechos de velcro em vez de botões, fechos de pressão ou cadarços de amarrar. Ensine a criança a manejar fechos mais difíceis quando você estiver com tempo e paciência (ex.: no fim de semana, nas férias), ao invés de quando você está apressada para sair de casa.

5. Estimule a criança a participar de atividades práticas que vão ajudar a melhorar sua habilidade para planejar e organizar tarefas motoras. Por exemplo: colocar a mesa, preparar um lanche ou organizar a mochila. Faça perguntas que ajudem a criança a focar na seqüência de passos (ex: “O que você precisa fazer primeiro?”). Reconheça que, se sua criança está ficando frustrada, pode ser que seja o momento de ajudar ou de dar orientação e instruções mais específicas. 

6. Reconheça e reforce os pontos fortes da criança. Muitas crianças com TDC 
demonstram boas habilidades em outras áreas, tais como: habilidade avançada de leitura, imaginação criativa, sensibilidade para as necessidades dos outros ou habilidade de comunicação verbal elevada


Na Escola



Os professores e pais podem trabalhar juntos para garantir que a criança com  TRANSTORNO DO DESENVOLVIMENTO DA COORDENAÇÃO (TDC) obtenha sucesso na escola.


Para os pais, pode ser útil reunir-se com os professores, no início do ano escolar, para discutir as dificuldades específicas da criança e dar sugestões de estratégias que funcionaram bem.

Um plano individualizado de educação pode ser necessário para algumas crianças, entretanto, para outras, as seguintes modificações podem ser suficientes.





Na Sala de Aula:



1. Certifique-se de que a criança esteja posicionada apropriadamente na carteira para começar qualquer trabalho. Certifique-se de que os pés da criança estejam totalmente apoiados no chão; que a carteira tenha altura apropriada e que os antebraços estejam confortavelmente apoiados sobre a mesma.

2. Tente traçar metas realistas e de curto prazo. Isso vai garantir que, tanto a criança como a professora, continuem motivados.

3. Tente dar um tempo extra para que a criança complete atividades motoras finas, tais como matemática, escrita, redação, atividades práticas de ciências e trabalhos de arte. Se há necessidade de velocidade, esteja disposta a aceitar um produto de menor qualidade.

4. Quando copiar não for o objetivo, tente preparar folhas de exercício impressas ou pré-escritas para permitir que a criança foque na tarefa. Por exemplo: dê-lhe folhas com exercícios de matemática previamente preparados; páginas com perguntas já escritas, ou em exercícios de compreensão de texto, ofereça lacunas para preencher. Para estudar em casa, faça fotocópia das anotações feitas por outro aluno.

5. Introduza computador o mais cedo possível, para reduzir a quantidade de escrita à mão que é exigida em períodos mais avançados de escolaridade. Apesar de, a princípio, digitação ser difícil, essa é uma habilidade que pode ser de grande benefício e, na qual, crianças com problemas de movimento podem se tornar bastante proficientes.

6. Ensine às crianças estratégias específicas de escrita à mão, que as encorajem a escrever com letras de forma, ou cursiva, de maneira consistente. Use canetas hidrográficas finas ou seguradores de lápis, se eles parecem ajudar a criança a melhorar o padrão de preensão ou a reduzir a pressão do lápis no papel.

7. Use papel de acordo com as dificuldades de escrita da criança. Por exemplo:

a) linhas bem espaçadas para a criança que escreve com letras muito grandes;
b) papel com linha ressaltada para a criança que tem dificuldade para escrever dentro das linhas;
c) papel quadriculado para a criança cuja escrita é muito grande ou mal espaçada;


d) papel quadriculado, com quadrados grandes, para a criança que tem problemas para alinhar os números na matemática.



8. Tente focar no objetivo da lição. Se a meta é uma história criativa, então ignore a escrita bagunçada, mal espaçada ou as várias apagações. Se a meta é que a criança aprenda a formar um problema de matemática corretamente, então dê tempo para que isso seja feito, mesmo que o problema de matemática acabe não sendo resolvido.



9. Considere a possibilidade de a criança usar métodos alternativos de apresentação para demonstrar compreensão ou domínio do assunto. Por exemplo: a criança pode apresentar o relatório oralmente; pode usar desenhos para ilustrar suas idéias; digitar a redação ou o relatório no computador; gravar a história ou o exame no gravador.


10. Considere a possibilidade de permitir que a criança use o computador para fazer o rascunho ou a cópia final de relatório, da redação ou outros deveres. Se a professora quiser ver o produto antes.

11. Quando possível, permita que a criança dite redações, relatórios de livros ou respostas a perguntas de compreensão para a professora, para um voluntário ou para outra criança. Para crianças mais velhas, pode-se introduzir software para o reconhecimento de voz assim que o padrão de voz da criança estiver maduro o suficiente para ser consistente.

12. Dê tempo adicional, ou acesso a computador, em provas e exames que requeiram muita escrita.







Na Educação Física:






1. Divida a atividade em partes menores, mas assegure-se de que cada parte tenha sentido e seja possível de ser executada.



2. Tente selecionar atividades que assegurem sucesso para a criança em pelo menos 50% do tempo. Recompense o esforço e não a habilidade.



3. Tente incorporar atividades que requeiram resposta coordenada dos braços e/ou pernas (ex.: pular corda, repicar e agarrar uma bola grande). Encoraje também acriança para que desenvolva habilidade de usar as mãos no padrão de mão “dominante” e mão “ajudante” (ex.: segurando a bola de tênis com uma mão para acertá-la com a raquete na outra mão).


4. Mantenha o ambiente o mais previsível possível quando for ensinar uma habilidade nova (ex.: atirar a bola na altura exata das mãos da criança, iniciar chutando com a bola parada). Introduza mudanças gradualmente, e depois que cada parte tenha sido dominada.

5. Faça com que a participação seja o maior objetivo e não a competição. Por meio de preparo físico e de atividades que construam as habilidades, encoraje as crianças a competir consigo mesmas e não com os outros.

6. Permita que a criança assuma papéis de liderança nas atividades de educação física(ex.: capitão de equipe, árbitro). A criança pode desenvolver habilidades de organização e direção, que também são úteis.

7. Modifique o equipamento para reduzir o estresse e o risco de lesões em crianças que estão aprendendo uma habilidade nova. Por exemplo, bolas mais leves, de espuma e borracha com tamanhos graduados, ou balões, podem ser usados para desenvolver habilidade de agarrar e arremessar.

8. Quando possível, guie passo-a-passo para ajudar a criança a ter a noção do movimento. Isso pode ser feito, por exemplo, pedindo à criança que ajude o professor a demonstrar uma habilidade nova à turma. Além disso, falar alto quando estiver ensinando uma nova habilidade, descrevendo cada passo claramente.

9. Foque na compreensão do objetivo e das regras dos vários esportes e atividades físicas. Quando a criança entende claramente o que ela precisa fazer, fica mais fácil planejar o movimento.

10. Faça comentários encorajadores e positivos sempre que possível. Se estiver dando instruções, descreva as mudanças nos movimentos de maneira específica (ex.: “Você precisa levantar seus braços mais alto.”).






Fonte: Cheryl Missiuna, Ph.D., O.T. Reg. (Ont.)

sexta-feira, 26 de julho de 2013

FIQUEM ALERTAS A ESSES SINTOMAS EM SEUS FILHOS

SINTOMAS MAIS COMUNS:






Observem qualquer alteração no desenvolvimento de seus filhos, esses sintomas podem ser sinal de que alguma coisa não está bem com eles, investiguem melhor.


CÂNCER INFANTO-JUVENIL


O câncer infantil corresponde a um grupo de várias doenças que têm em comum a proliferação descontrolada de células anormais e que pode ocorrer em qualquer local do organismo. 


Os tumores mais frequentes na infância e na adolescência são
 as leucemias (que afeta os glóbulos brancos), 
os do sistema nervoso central
linfomas (sistema linfático). 


Também acometem crianças e adolescentes o neuroblastoma (tumor de células do sistema nervoso periférico, frequentemente de localização abdominal), tumor de Wilms (tipo de tumor renal), retinoblastoma (afeta a retina, fundo do olho), tumor germinativo (das células que vão dar origem aos ovários ou aos testículos), osteossarcoma (tumor ósseo) e sarcomas (tumores de partes moles).

Assim como em países desenvolvidos, no Brasil, o câncer já representa a primeira causa de morte por doença entre crianças e adolescentes de 1 a 19 anos, para todas as regiões. 


Nas últimas quatro décadas, o progresso no tratamento do câncer na infância e na adolescência foi extremamente significativo. Hoje, em torno de 70% das crianças e adolescentes acometidos de câncer podem ser curados, se diagnosticados precocemente e tratados em centros especializados. A maioria deles terá boa qualidade de vida após o tratamento adequado. 



Sintomas


Os pais devem estar alertas para o fato de que a criança não inventa sintomas.

Ao sinal de alguma anormalidade, levem seus filhos ao pediatra para avaliação. Na maioria das vezes, os sintomas estão relacionados a doenças comuns na infância, mas isto não deve ser motivo para descartar a visita ao médico.

A manifestação clínica dos tumores infanto-juvenis pode não diferir muito de doenças benignas (sem maior gravidade) comuns nessa faixa etária. Muitas vezes, a criança ou o jovem está em razoáveis condições de saúde no início da doença. Por esse motivo, o conhecimento do médico sobre a possibilidade da doença é fundamental.



Conheça algumas formas de apresentação dos tumores da infância:.

• Nas leucemias, pela invasão da medula óssea por células anormais, a criança se torna mais sujeita a infecções, pode ficar pálida, ter sangramentos e sentir dores ósseas.

• No retinoblastoma, um sinal importante é o chamado "reflexo do olho do gato", embranquecimento da pupila quando exposta à luz. Pode se apresentar, também, através de fotofobia (sensibilidade exagerada à luz) ou estrabismo (olhar vesgo). Geralmente, acomete crianças antes dos 3 anos. Atualmente, a pesquisa desse reflexo pode ser feita desde a fase de recém-nascido.

• Aumento do volume ou surgimento de massa no abdômen pode ser sintoma de tumor de Wilms (que afeta os rins) ou neuroblastoma.

• Tumores sólidos podem se manifestar pela formação de massa, visível ou não, e causar dor nos membros. Esse sintoma é frequente, por exemplo, no osteossarcoma (tumor no osso em crescimento), mais comum em adolescentes.

• Tumor de sistema nervoso central tem como sintomas dores de cabeça, vômitos, alterações motoras, alterações de comportamento e paralisia de nervos.


Fonte: http://www2.inca.gov.br/wps/wcm/connect/tiposdecancer/site/home/infantil







quinta-feira, 25 de julho de 2013

A ENERGIA INTENSA DE SEU FILHO PODE TER UMA RAZÃO OCULTA - SEJA UM DETETIVE, DESCUBRA!



Texto de Joanicele Brito, postado por Wilde Kate, Professora Sênior do Programa Son-Rise, que achei bastante interessante e que, nos faz refletir sobre o comportamento alterado de determinadas crianças diagnosticadas autistas, síndrome de Asperger, TDAH ou com Transtorno global de desenvolvimento.

Aqui tem boas recomendações e dicas de profissionais com 25 anos de experiência na área.


Leiam:

Publicado em 20/01/2013

Quando um pai descreve que seu filho é como "agressivo", significa que ele bate, morde, arranha, belisca, puxa cabelo, cuspe nas pessoas, dá tapas, socos e chutes usando força física. Esse termo também é utilizado se a criança morde a própria mão, bate na própria cabeça ou se golpeia a si própria de forma auto-prejudicial.


No dicionário, "agressivo" é definido como:

"Ofensas não-provocadas, ataques, invasões, ou coisas ameaçadoras."

Assim, quando usamos essa palavra para descrever os comportamentos dos nossos filhos, estamos dizendo que nossos filhos estão nos atacando.

Quando eles estão se auto-flagelando estamos acreditando que eles estão se auto-atacando de uma forma não provocada.

"Violento" é outra palavra que é usada para descrever os comportamentos listados acima.

Têm pais que procuram minha ajuda dizendo coisas como: "Meu filho está se tornando violento", ou profissionais ainda que dizem estar trabalhando com "uma criança violenta."


"Violento" é definido no dicionário como:

Ações extremamente fortes que se destinam a machucar as pessoas ou susceptíveis de causar danos a alguém usando ou envolvendo força para ferir ou atacar.

Quando chamamos os nossos filhos de violentos estamos sugerindo que eles pretendem nos prejudicar.

Para mim, a palavra evoca "imagens violentas de morte e guerra", e não algo que eu atribuiria a uma criança com autismo.

No Programa Son-Rise, não consideramos que as crianças estão nos atacando de forma não provocada

Como a palavra "agressivo" sugere, as crianças não são más, ou realmente querem magoar outras pessoas. Acreditamos que elas estão tentando cuidar de si, da única maneira que sabem.

Nós não rotulamos esse comportamento como "agressivo" ou "violento". 

Nós os chamamos de energia intensa. Intensa energia não tem nenhuma das associações de julgamento que as palavras "agressivo" ou "violentos" tem. 

"Intensa energia" descreve mais precisamente o que está acontecendo.

Abaixo há dois dos motivos mais comuns para o seu filho possa ter energia intensa

Compreender a razão ajuda a colocar em prática as estratégias mais eficazes para minimizar a energia intensa do seu filho,
 bem como,
 novos pensamentos e crenças que você pode adotar para ajudar a se sentir mais confortável com esse aspecto de seu filho.




Intensa energia não aparece 
"vinda do nada"


Os pais me dizem que seus filhos os atinge sem razão aparente.

Em meus 25 anos trabalhando com crianças e adultos com autismo, tenho sido atingida, estrangulada, chutada, recebido socos, apertos, mordidas, tapas, cabeçadas e arranhada por crianças e adultos que eram muito mais altos e pesados do que eu.

A minha formação no Centro de Tratamento de Autismo dos EUA me ensinou a observar uma criança realmente e perceber o que está acontecendo com ela e, a relação entre o que eu fiz e o que ela fez. Desde então, eu nunca trabalhei ou observei facilitadores e pais atuando no playroom onde as crianças não tenham dado sinais claros de que estavam prestes a bater.

"Esta é uma notícia emocionante para você, pois isso
 significa que tudo que você precisa fazer é observar seu filho
 para tornar mais clara sua compreensão e perceber que o que você faz pode provocar o comportamento indesejado na criança."




RAZÃO # 1 - DESAFIO DOS SENTIDOS

Sabemos que o sistema sensorial das crianças autistas é muito afetado. 


Elas podem ter uma energia se acumulando dentro delas e que elas não vão saber lidar com isso.

Quando temos excesso de energia em nossos corpos, fazemos alguns exercícios para ajudar a liberar tal excesso.

As crianças autistas não parecem entender o que está acontecendo no próprio corpo e assim criam formas originais e interessantes para aliviar o acúmulo de energia delas. Elas mordem, apertam e espremem alguém com grande determinação e com força.

A ação de morder, beliscar ou outro comportamento deste tipo lhes permitem liberar essa energia ajudando-as a se organizar fisicamente.


Tente o seguinte exercício:


1. Procure um objeto como uma bola de borracha ou um pano embebido em água.

- Realmente morda ele. Sim, eu quero dizer isso. Afunde seus dentes com toda força.
- Faça isso três vezes, cada vez com duração de pelo menos 20 segundos.


2. Com as duas mãos juntas esprema-as, novamente, não sem entusiasmo mas com todo a sua força.

- Faça isso três vezes, cada vez com duração de pelo menos 20 segundos.


3. Anote o que sentiu ao fazer isso.

O que eu sinto e o que as pessoas me relatam é uma liberação de toda a tensão acumulada. É bom fazer isso! E é útil para o corpo. 
Nossos filhos estão fazendo isso pelas mesmas razões. No entanto, a necessidade de liberação de energia de seus corpos é muito maior que a nossa. O truque aqui é ajudar a nossa criança a usar algo diferente do corpo de outra pessoa ou dela mesma para liberar suas energias.

As crianças também podem dar uma entrada sensorial em si mesmas, batendo a própria cabeça, mordendo as partes moles da base dos seus próprios dedos, batendo em suas próprias coxas e batendo seus pés.

Neste caso, vemos as crianças agirem como seus próprios terapeutas ocupacionais, tentando ajudarem-se a si mesmas no equilíbrio dos seus próprios sistemas sensoriais.


Quais são os sinais?

Observe se seu filho tem um dos seguintes comportamentos,
 quer imediatamente antes ou num período de 30 minutos
 antes da intensa energia liberada por ele:

- Pulando e intensamente.

- Tensionando parte dos seus próprios corpos, por exemplo, enrijecendo o rosto agitando-o um pouco.

- Batendo mais vigorosamente em si mesmos com ambas as mãos em qualquer parte do corpo ou utilizando algum objeto.

- Correndo em volta da casa ou dentro do apartamento com maior energia.

- Gritando sons mais altos e mais longos que o habitual.

- Tornando mais intenso e mais rápido em recitar seus roteiros de filmes ou livros (crianças verbais).

- Solicitando respostas dos cuidadores mais rápidas quando eles já conhecem as respostas.

- Entrando num padrão contrário, quando elas (as crianças) pedem alguma coisa, dizendo “não” quando você dá a eles alguma coisa, em seguida, pedir para a criança o objeto de volta, em seguida, dizer "não" quando você voltar a oferecer o objeto novamente, e assim por diante (criando uma confusão mental).

Se você não tiver certeza do que ocorreu com seu filho no período de tempo anterior à manifestação da intensa energia, torne-se um detetive. 

Leve o seu caderno de anotações com você e comerçe a anotar o que você vê.
 Percebendo o que acontece antes e depois de seu filho manifestar uma intensa energia vai lhe dar pistas valiosas sobre o porquê dele estar fazendo aquilo. Uma vez que sabemos o por quê, então podemos aplicar as estratégias mais úteis para ajudá-los.

 Queremos cuidar da razão subjacente
(que está por trás, que está oculta, que está por baixo, que está escondida)
da "energia intensa" do seu filho
 ao invés de apenas administrar os sintomas.


O que fazer?

A idéia é dar às crianças a entrada sensorial que elas estão buscando ao longo do dia, de modo que elas não construam um momento para manifestar nas pessoas a energia intensa.


Você pode fazer o seguinte:

- Inicie apertando seu filho nas mãos, pés ou cabeça.

- Dê um abraço de urso nele (você sentado atrás de seu filho, envolva seus braços e pernas em volta de seu filho, para que possa dar-lhe um grande aperto de corpo.

- Role uma grande bola terapêutica sobre a criança. Esta é uma maneira de dar um “abraço de urso” em uma criança maior.

- Estimule a criança a saltar num trampolim ou cama elástica.

- Para crianças acima de 14 anos, sugiro que você tenha certeza de que vão faze uma série de exercícios, como natação, corrida, longa caminhada a passos rápidos, pular numa cama elástica grande, algo em que elas realmente se esforcem. Providencie isso em três vezes na semana.

Você pode fazer qualquer uma das sugestões acima.

Escolha uma ou várias em que você acha que seu filho irá se divertir mais. Ao fazer as três primeiras sugestões, você deve experimentar com a intensidade em que você ofereça a pressão adequada para o “abraço de urso” ou para a rolada da bola terapêutica. Lentamente aumente a pressão observando para certificar-se de que seu filho está gostando.
 Minha experiência diz que as crianças que estão usando a energia intensa necessitam de pressões mais profundas.




Como responder ao meu filho quando ele bate?

1. Pense o seguintes:

- Meu filho está me batendo, na tentativa de cuidar de seu próprio sistema sensorial.

- Não significa nada sobre o amor ou o respeito que ele tem para comigo.

- Eu posso ajudar o meu filho, dando-lhe com a entrada sensorial adequada ajudando-o a equilibrar seu corpo.

Estes pensamentos vão te ajudar a se preparar para responder de uma forma pacífica, calma e amorosa.


2. Aperte as mãos, cabeça ou maxilar dele.

- Se ele está batendo a cabeça no seu colo, a proposta é apertar a cabeça dele com as suas duas mãos espalmadas ... se ele está apertando-lhe, ofereça suas mãos para que ele as aperte... se ele está mordendo-lhe, pressione a sua linha da mandíbula com seus dedos.

- Explique-lhe que ele não tem que bater, beliscar ou dar cabeçada em você, e que você ficaria feliz em poder espremê-lo sempre que ele quiser.

Agora você sabe os sinais de alerta que você deve ser capaz de oferecer soluções à sua criança devido aos estímulos sensoriais que ela está procurando obter antes que ela chegue à fase de morder, beliscar ou bater

Dê sua mão a ela antes que ela chegue até você para lhe dar um aperto!

 Dê algo para ela morder antes que ela alcance você.


Dicas:

- Quando estou trabalhando com uma criança que gosta de morder, muitas vezes, quando ela está me abraçando poderá afundar seus dentes em meu ombro, assim, eu sempre tenho comigo um pequeno brinquedo da mastigação no bolso para lhe oferecer, ou ombreiras adequadas debaixo da minha blusa para proteger meus ombros.

- Se o seu filho consegue mordê-lo, passe para a mordida versus (X) afaste-se dele. Por exemplo, se ele está mordendo seu braço, empurre seu braço para dentro da boca dele, se você puxar o braço vai doer mais ainda, evite isso. Leve o seu dedo polegar e o indicador e em forma de pinça num lado e outro da linha do maxilar do seu filho, isso não vai prejudicar ou machucar seu filho e os faz abrir imediatamente a boca.


RAZÃO # 2- Ele está se comunicando

Bater, morder, cuspir, dar socos, bater a cabeça, morder-se pode simplesmente ser o seu filho dizendo que eles querem alguma coisa.

Este pode ser o caso de uma criança que ainda não é verbal e também pode ser o caso de uma criança que é altamente verbal.

Se as crianças acreditam que as pessoas vão atendê-las mais rapidamente batendo em uma pessoa ou isto significa para elas que estão pressionando o botão de avanço rápido, elas vão continuar fazendo exatamente isso.


Quais são os sinais?

- A criança aperta, bate, morde, dá socos logo após alguém ter dito a elas que ela não pode ter algo.

- A criança está tendo problemas para fazer suas necessidades serem entendidas.

- A criança batem de diferentes formas e esta pode ser a maneira de seu filho tentar reiniciar uma atividade com você.

O que acontece é que as pessoas ao redor da criança se movem mais rápido e "entendem" mais quando as crianças batem. O adulto de repente, se torna mais ágil porque querem evitar os comportamentos indesejados. Uma criança pode começar a pensar – “ok, esse é o caminho para eu conseguir mais o que eu quero, quando bato, todo mundo tenta entender-me mais e mais depressa." Neste caso, é importante você estar consciente quando seu filho está usando a energia intensa, e como você está reagindo em resposta a ela (energia intensa).


Tente este exercício:

Responda as seguintes perguntas, quando seu filho bater em você por querer alguma coisa ou que esteja tendo um desafio para comunicar a você o que ele quer.

- Como é o seu corpo reage? Será que o seu coração bate mais rápido? Suas mãos começam a suar?

- O que você está sente? Zangado? Triste? Fica com medo? Se sente feliz?

- Como você se move? Mais rápido? Mais lentamente?

- Você dá a seu filho o objeto ou a atividade que ele estava pedindo?

- Se você não entender o que ele quer, oferece-lhe muitas coisas diferentes?

Em seguida, comece a observar. Como os membros da sua família interagem com a criança, como eles reagem quando a criança bate neles. Informe-se na escola do seu filho ou com os profissionais e cuidadores sobre a forma como eles reagem quando a criança bate neles.

Se seu filho está batendo para comunicar um desejo, é porque alguém, em algum lugar, responde facilmente a este tipo de comunicação.


O que fazer?


1. Pense os seguinte:

- Meu filho é inteligente! Ele está tentando conseguir o que quer pela via mais rápida possível.

- Isso não significa nada sobre mim ou à minha pessoa.

- Eu sei o que fazer. Eu posso ajudar o meu filho, movendo-me lentamente e deixando que ele saiba que eu não entendo quando ele me bate.


2. Mova-se lentamente.

Isso é muito importante. Queremos mostrar aos nossos filhos que qualquer forma de energia intensa não vai ajudá-los a ter mais rápido o que eles querem. Na verdade, torna as pessoas mais lentas.

3. Explicar

Diga ao seu filho que você não entende o que ele quer dizer quando bate em você. Explique também que, mesmo que ele bata em você, não vai mudar a situação e você ainda não vai atendê-lo.

4. Saia do caminho, e dê uma alternativa.

Agora que você sabe por que seu filho se comporta dessa forma pode se preparar melhor.

Se seu filho quer algo em que a resposta é não:

- Saiba que ele pode bater em você.

- Saia do caminho, então ele não poderá alcançá-lo com as mãos e isto lhe dará tempo para se proteger pegando as mãos dele. ou oferecendo alguma coisa para que ele bata, como por exemplo uma bola ou um tambor.

- Se seu filho é um adulto ou maior que você, sempre tenha uma bola grande de terapia ou uma almofada grande disponíveis que você possa colocar entre você e seu filho para se proteger.

- Acredite que você é forte e segure-o com toda determinação, não deixe-o soltar-se para lhe bater.

5. Não dê ao seu filho alguma coisa para que ele bata em você com aquilo.

Isso é muito importante! Você quer ajudar seu filho a entender que a utilização intensiva de energia de qualquer tipo não vai fazer com que ele tenha o que quer. Esta é uma habilidade muito importante para ensinar seu filho, que irá ajudálo socialmente nos anos por vir.

Se você deseja dar ao seu filho aquilo que ele quer quando ele tentou obter ao bater em você, certifique-se de lhe pedir para se comunicar de uma forma diferente antes de atendê-lo. Peça-lhe para apontar para o que ele deseja, ou usar uma aproximação da palavra, ou a própria palavra. Celebre-o quando ele fizer isso e certifique-se de explicar-lhe que você está dando a ele, porque ele se comunicou adequadamente, não porque ele bateu em você.

6. Seja persistente e consistente.

Se você já tem um histórico de movimento rápido quando o seu filho bate em você, pode demorar um pouco para o seu filho perceber que isso não é mais o jeito que você vai atendê-lo. Mantenha sua atitude da forma descrita acima até seu filho chegar a esse conceito.

Se seu filho demorar mais de duas semanas para mudar esse comportamento, certifique-se de que você está seguindo todos os passos sugeridos acima. Talvez você tenha deixado um passo crucial para trás.

Caso você esteja passando por todos os passos sugeridos, é mais provável que alguém do convívio do seu filho esteja atendendo-o de forma rápida. 

Seja um detetive, descubra quem é essa pessoa.



Fonte: Joanicele Brito Postado por Wilde Kate, Professora Sênior do Programa Son-Rise.
https://www.facebook.com/note.php?note_id=313004958820153

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